Dia do Médico é comemorado em 18 de outubro

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Hoje (18) é celebrado o Dia do Médico. No Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba (PR), diversos fatos curiosos marcaram a história da medicina e não podem deixar de serem lembrados nesta data tão importante.

Teste de Gravidez por Galli Mainini

Na década de 60, descobrir se uma mulher estava grávida não era tão simples como nos dias de hoje. Na época utilizava-se a técnica Reação de Galli Mainini, com ajuda de sapos.A urina da mulher supostamente grávida era colhida e injetada em sapos machos do gênero Bufo. Após algumas horas a urina do sapo era colhida da cloaca do animal e analisada em microscópio para observação de possíveis espermatozoides. O hormônio Gonadotrofina Coriônica presente na urina de mulheres grávidas estimula a produção de espermatozóides no sapo e caso a observação da urina do sapo em microscópio apresentasse
espermatozóides o resultado era considerado positivo. As próprias Irmãs, colaboradores e médicos partiam em busca dos animais nos terrenos alagados próximos ao Hospital. Ainda, alguns amigos doavam animais trazidos de suas chácaras.

“Taxista: chama o Doutor!”

Quando ainda não era tão comum possuir aparelhos telefônicos nas residências, os médicos plantonistas do Graças eram avisados por taxistas para virem até o hospital prestar algum atendimento. Se o médico não estivesse em casa, ele deixava um bilhete com o endereço para o taxista lhe encontrar.

Capilé

Nos anos 60 o capilé era a bebida preferida dos cirurgiões para aguentar as longas cirurgias. A bebida de groselha era preparada com água ou leite pelas Irmãs do Hospital. Os médicos bebiam antes da cirurgia ou durante (neste caso com um canudinho servido por alguém) para dar energia e para evitar que tivessem uma crise de hipoglicemia durante as horas em que realizava a cirurgia.

A medicina

Na década de 50 existiam poucas tecnologias, os médicos tinham apenas o laboratório e o raios X como apoio. Para saber se estava tudo bem com o bebê os médicos utilizavam um estetoscópio de madeira para ouvir os batimentos do feto nas mulheres grávidas. E como não existia ultrassom era feito um raios X para o médico saber como o feto estava. Também não existia UTI, casos graves o médico e o enfermeiro passavam a noite junto com o paciente, ao lado dele. Os médicos estudavam medicina e aprendiam por meio de livros franceses, ingleses e espanhóis. Na época uma paciente do hospital ingeriu uma planta que fez mal, e o médico foi até o local para investigar qual planta era.

Clube da Soda

Na década de 60 foi fundado o Clube da Soda, para dar atendimento às crianças portadoras de lesão do esôfago por ingestão acidental de soda cáustica. O médico Dr. Hélio Brandão foi quem iniciou este atendimento. Um grupo de senhoras da sociedade curitibana, muitas delas eram esposas de médicos, ajudavam com campanhas para arrecadar fundos. A Irmã Terezinha Remonatto reuniu o primeiro grupo de voluntárias. O HNSG teve participação na Lei Federal para não vender Soda no mercado. E em 1989, a comercialização da soda passou a ser controlada, o que reduziu significativamente os acidentes, resultando na desativação do clube.

Dedicação é a palavra que define estes profissionais

O Hospital Universitário de Jundiaí (SP) tem mais de 300 médicos, a maioria especialista em pediatria, ginecologia e obstetrícia. A rotina de trabalho exige dedicação total, o hospital funciona 24 horas por dia e atende em média 10 mil pessoas a cada mês. Em cada paciente, uma história, um cuidado.

“A medicina é uma escolha de vida”, é assim que o médico pediatra e infectologista Dr. Saulo Duarte Passos define a profissão que exerce há 37 anos, desde que concluiu a formação na Universidade de Mogi das Cruzes. “Escolhi medicina para poder ajudar as pessoas, além disso, sempre fui muito curioso e isso possibilita um olhar científico. Cada paciente é uma incógnita para mim, sempre busco ir além do diagnóstico”, explica.

Já o médico ginecologista e obstetra Dr. Gilberto Lazaroni Theodoro da Cunha, que cursou medicina na Universidade Federal de Juiz de Fora e atua na profissão há 24 anos, a vida escolheu sua profissão. “Eu escolhi medicina pela minha própria condição física, eu tive poliomielite na infância e isso me incentivou a seguir nesta área”, resume.

Como é possível notar, os caminhos que levam à escolha da medicina são os mais diversos possíveis. A médica ginecologista e obstetra Dra. Patrícia Peres, tem 10 anos de profissão, se formou na PUC-SP. “Me identifiquei com a área quando estava no terceiro colegial e assisti a um curso. A primeira coisa que me despertou o interesse foi a possibilidade de ter o contato humano e poder cuidar das pessoas. Foi aí que encontrei minha aptidão”, relembra.

Ontem e hoje

Dr. Passos destaca que a medicina do tempo em que cursou faculdade é diferente da medicina dos dias atuais. “O mundo está passando por modificações importantes, os valores de vida estão sendo modificados a todo momento. Percebo nos profissionais mais jovens um grande imediatismo. Se isso vai ser bom ou ruim, a história é que vai dizer”, conta. Porém, os princípios de amor à profissão precisam ser mantidos. “O desafio é tornar as pessoas mais humanas, fazer com que os futuros profissionais gostem de lidar com pessoas, que tenham perseverança, porque medicina é perseverar. Feliz é o médico que pode chegar ao final do tratamento de seu paciente, segurar sua mão e dizer ‘eu fiz o melhor por você’”, diz.

Desafio eterno

Medicina é uma das áreas mais concorridas nos vestibulares, por isso, quem envereda pela área precisa ter responsabilidade desde muito cedo. “Em toda a carreira médica se vive grandes desafios, o primeiro é quando se começa a estudar para entrar no vestibular, especialmente nas universidades públicas. Depois, existem poucas vagas para a especialização e as provas são bem concorridas. E quando toda essa fase passa, há de superar problemas diários, como por exemplo a grande barreira que temos no Brasil para o desenvolvimento científico e tecnológico de pesquisas”, elenca Dra. Peres.

Amor, com amor se paga

O caminho é ardiloso, mas os três médicos, afirmam que dedicar-se à medicina vale sim muito a pena. “A maior recompensa é poder ajudar as pessoas com o nosso conhecimento, isso me faz ter orgulho em ser médica”, conta Dra. Peres.

Já Dr. Cunha declara o amor pela profissão. “É uma das profissões mais nobres. Eu me sinto muito feliz, eu amo o que faço e me sinto realizado”, afirma.

Dr. Passos vai além. “Eu sou um apaixonado pela medicina, então acho que tudo é vantagem nesta área. Não existem desvantagens, mesmo nos momentos mais difíceis, a gente aprende com as pedras no meio do caminho. A medicina me oferece a oportunidade de ver uma pessoa do ponto de vista integral: corpo, mente e alma. Essa é a grande vantagem da profissão que eu escolhi para mim”, conclui.

Artigo – Os médicos, também, já estão na Era Digital

Por ocasião do Dia do Médico, 18 de outubro, é oportuno abordar como a tecnologia, a exemplo do que ocorre em todos os segmentos, está impactando a profissão – em especial no tocante a equipamentos cada vez mais avançados no campo das pesquisas e no desenvolvimento de novas drogas. Outra transformação relevante diz respeito aos processos administrativos que suportam a relação entre hospitais, médicos, pacientes e prestadores de serviços,

Um exemplo é o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que, com avanços contínuos nos últimos anos, facilita muito o trabalho dos médicos. Anteriormente, o registro eletrônico das informações era a novidade. Agora, o uso da assinatura digital é o que tem revolucionado, pois não é mais preciso registrar em sistema e, em seguida, imprimir a documentação do paciente. É tudo on-line. O médico, assim como os demais profissionais que tiverem interação com o paciente, assinam (e, consequentemente, autorizam) procedimentos com apenas um clique, com a garantia da autenticidade e valor jurídico.

Não é sem razão que esse novo modelo de prestação de serviço é cada vez mais difundido. Afinal, é um avanço no atendimento ao paciente e representa segurança a todos os envolvidos em um procedimento médico. As informações, registradas em ambiente eletrônico, são rastreáveis e reduzem a possibilidade de extravios e erros na interpretação.

A tecnologia nos processos administrativos de atendimento também proporciona significativo ganho de tempo aos médicos e pacientes, custos para hospitais, laboratórios clínicos e prestadores de serviços. Sem a necessidade da impressão e tramitação de numerosas vias de papel, todas as etapas são agilizadas. A rápida consulta ao histórico do paciente também faz toda a diferença neste contexto.

Transformar um hospital, consultório ou clínica em um ambiente digitalizado contribui muito para que os médicos possam prover um atendimento mais seguro e eficaz. O PEP, conforme observamos anteriormente, possibilita reunir em um único sistema, todas as informações do paciente.

Tais ganhos propiciados pela tecnologia são fundamentais para o médico, um profissional, que pela natureza de sua profissão, se dedica a pesquisas, participa de congressos científicos, estuda casos de seus pacientes e está sempre à frente em termos de atualização e conhecimento. Sem dúvida, a assinatura digital é uma aliada e uma contribuição significativa ao trabalho desse profissional tão importante para as pessoas e a sociedade.

Henri Sternberg é diretor de Negócios Corporativos da Certisign

Hospital Moinhos de Vento homenageia corpo clínico

O corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), será homenageado com dois eventos para marcar o Dia do Médico. Em 18 de outubro haverá o tradicional café alusivo ao Dia do Médico. O encontro ocorre no hall do 8º andar do prédio B, às 8h30. E no dia 23 haverá um evento especial: palestra com o escritor espanhol Javier Cercas, em parceria com Fronteiras do Pensamento.

O escritor teve sua obra traduzida para mais de 30 idiomas. É colaborador do jornal El País. Em 2001, publicou Soldados de Salamina, romance que vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. A palestra será às 19h30, no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm (entrada pela Rua Ramiro Barcelos, 910, Bloco C – 4º andar).

Superintendente Médico, Luiz Antonio Nasi destaca que os eventos fazem parte do reconhecimento do Hospital aos profissionais que construíram a trajetória de sucesso da instituição. “Nos últimos anos, celebramos juntos uma série inovações que reforçam nossa responsabilidade e o nosso propósito de cuidar de vidas. Essas conquistas não aconteceriam sem a capacidade e empenho desse time”, observou Nasi, citando o novo tomógrafo, que agiliza o diagnóstico com menos radiação, o robô Da Vinci, que deu início à cirurgia robótica no hospital e novo prédio de internação, com mais de 100 novos leitos, entre outros.

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