Artigo – Dia Nacional da Saúde

Psicologia

Na sociedade contemporânea, os cuidados com a saúde são fundamentais e a Psicologia, como ciência que estuda o comportamento, emoções e pensamento, contribui para que as pessoas tenham uma vida mais saudável. As dificuldades emocionais se destacam em nossa sociedade e, infelizmente, proliferam quadros de depressão, ansiedade e outras situações que necessitam de acompanhamento e atenção.

A Psicologia tem um conjunto de ações e propostas, a partir de evidências científicas, que auxiliam as pessoas promovendo ações preventivas e cuidado com aquelas que adoecem, com intervenções que passam pelas clássicas psicoterapias individuais ou grupais, mas atuando também em organizações, escolas e associações esportivas, com o objetivo de alcançar o bem-estar das pessoas e dos grupos.

No Dia Nacional da Saúde, comemoramos a atuação dos psicólogos nas mais diversas instituições e temos a convicção de que promovemos, para toda a sociedade, acesso a uma vida de melhor qualidade emocional.

Biologia

O curso de Ciências Biológicas, atuando na formação de professores de Ciências e Biologia, na modalidade licenciatura, contribui diretamente para a educação em saúde da população em geral, já que cabe aos professores dessas disciplinas grande parte da responsabilidade pela formação das crianças e jovens na educação básica. Mas, além do quadro de formação de professores, o curso de Ciências Biológicas também forma bacharéis e, nesta formação, a área da saúde divide espaço curricular com as áreas de biotecnologia e meio ambiente. Mais que isso, essas áreas se complementam ao valorizar a intersecção entre um meio ambiente equilibrado, o desenvolvimento biotecnológico e a promoção da saúde.

Os biólogos, além de poderem contar com uma formação voltada à pesquisa em saúde e serem competentes para atuar em estudos epidemiológicos e análises clínicas, inspiram os colegas das demais profissões da saúde a observarem o ser humano como parte da natureza.

Farmácia

O farmacêutico é um profissional da saúde que atua em diferentes ações em prol da população. Dessa maneira, podemos citar sua presença desde o desenvolvimento de novas moléculas, por meio de tecnologia tradicional ou inovadora, até o atendimento e/ou aplicação da medicação ao paciente, em uma farmácia ou em ambiente hospitalar.

Ademais, a farmácia, seja inserida em uma unidade básica de saúde ou em estabelecimento particular, muitas vezes é o primeiro local em que o paciente terá acesso e auxílio para o seu tratamento, proporcionando maior adesão terapêutica e melhora na sua qualidade de vida. Sendo assim, a presença do farmacêutico é primordial para o atendimento e, consequentemente, ao cuidado à população.

Outras áreas, como a coleta e análise clínica de exames laboratoriais, análises toxicológicas, desenvolvimento de medicamentos, alimentos e cosméticos, controle de qualidade de medicamentos e correlatos e o acompanhamento do paciente por meio da farmácia clínica em ambiente hospitalar, são exemplos da atuação do profissional, demostrando sua importância no âmbito da saúde.

Fisioterapia

A Fisioterapia é uma profissão que possui como elemento central o movimento humano em todas as suas expressões e potencialidades. Atualmente, o profissional da Fisioterapia possui uma ampla área de atuação, auxiliando no processo de recuperação física em crianças, adultos e idosos. E trabalhando na prevenção, tratamento e recuperação funcional de diversas doenças. Além das tradicionais áreas de atuação (musculoesquelética e neurologia), atualmente, o fisioterapeuta desempenha sua função em diversas outras especializações, dentre elas, cardiorrespiratória, saúde da mulher, dermatofuncional e estética, fisioterapia no trabalho, urologia e ginecologia, esportiva e saúde do atleta, entre outras.

Alguns elementos têm contribuído para o crescimento da profissão. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) indicam que o brasileiro vive cada vez mais. Em contrapartida, esse avanço traz consigo o surgimento de diversos problemas de saúde relacionados ao envelhecimento. O fisioterapeuta tem papel fundamental na promoção, manutenção e recuperação da funcionalidade e qualidade de vida na população idosa, o que tem aumentado a demanda por profissionais da área. Outro aspecto a ser destacado, que impõe a necessidade do profissional fisioterapeuta, são as exigências do mercado de trabalho e a consequente intensificação de esforços físicos e mentais na classe trabalhadora. Nesta perspectiva, a preocupação com a saúde do trabalhador vem exigindo a presença de um profissional que busque o equilíbrio físico necessário para atender às demandas atuais, exigindo a presença do fisioterapeuta em diversas instâncias na cadeia de produção.

Mais recentemente, a sociedade se deparou com uma emergência sanitária em nível mundial com a pandemia pelo novo Coronavírus. A disseminação do vírus, e seu consequente impacto na saúde de uma ampla gama da população, revelou a importância da Fisioterapia que atua tanto no contexto crítico do paciente, quanto em seu processo de recuperação funcional de longo prazo. Neste contexto mais recente, elementos como o teleatendimento (atendimento à distância) ganhou força e pôde viabilizar o acesso de uma parcela significativa da população, fazendo da fisioterapia uma profissão de ampla atuação, reconhecimento e amplitude.

Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento

O Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento é um programa interdisciplinar de excelência (nota 6 CAPES) voltado à formação de recursos humanos e à produção de conhecimento científico de ponta na área do desenvolvimento e seus transtornos. As temáticas estudadas abarcam três linhas de pesquisa na interseção entre Psicologia, Educação e Saúde: a) Estudos do desenvolvimento e seus transtornos nas áreas clínica, cognitiva, comportamental e epidemiológica e suas implicações individuais e sociais. Condução de estudos sobre desenvolvimento de crianças e adolescentes com desenvolvimento típico e com deficiências, problemas socioemocionais, comportamentais, cognitivos e físicos e/ou condições neuropsiquiátricas. b) Neurociências do desenvolvimento. Investigações sobre os mecanismos básicos neurais determinantes/participantes no desenvolvimento e seus transtornos. Incluem-se também estudos com animais e seres humanos com observação e registro de dados do fenótipo comportamental e molecular. c) Políticas e formas de atendimento em educação, psicologia e saúde. Estudos junto a pessoas com desenvolvimento típico e atípico. Inclui-se também o estudo das políticas nacionais, procedimentos especializados e programas de atendimento público e privado relacionados às pessoas com deficiências, com problemas socioemocionais, comportamentais, cognitivos e físicos e/ou condições neuropsiquiátricas. Incluem-se ainda estudos sobre formas inovadoras de atendimento incorporando as Tecnologias de Informação e Comunicação.

Nutrição

A alimentação e a nutrição representam uma das maiores preocupações mundiais deste século. Neste contexto, vivencia-se o processo de transição epidemiológica e nutricional, no qual as doenças crônicas não transmissíveis adquiriram destaque nas estatísticas de morbidade e mortalidade mundiais, tais como a obesidade, as doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, doenças que podem ter características da alimentação entre seus fatores de risco e de proteção. Por isso, o nutricionista, um profissional de saúde, que atendendo aos princípios da Ciência da Nutrição, tem como função contribuir para a saúde dos indivíduos e da coletividade, tem se tornado essencial na sociedade atual.

Para que a atuação com ética e profissionalismo, há necessidade de propiciar aos futuros nutricionistas uma rigorosa formação acadêmica e integrada com a realidade social. Neste sentido, deve-se assegurar o enfoque humano, biológico e social. Esse enfoque integral necessita de múltiplos conhecimentos, tanto referentes ao alimento como ao ser humano, seja no âmbito individual ou coletivo, e nas relações desses componentes, que se processam sob condições históricas e culturais específicas no que concerne a cada sociedade.

Diante desta formação do nutricionista, observam-se diversas áreas de atuação, sendo que ao longo do tempo as mais tradicionais se solidificaram e muitas outras foram criadas. Entre as oportunidades mais visíveis para a atuação do nutricionista, destacam-se: a nutrição em saúde coletiva, com enfoque para as ações preventivas; a nutrição esportiva, em consonância com uma tendência mundial de combate ao sedentarismo; o marketing de produtos alimentícios; a alimentação coletiva, em restaurantes comerciais, hotéis, bares e afins. Na área de nutrição clínica, a atuação abrange, além de clínicas, hospitais, consultórios e ambulatórios, os cuidados domiciliares, tendo em vista as vantagens biopsicossociais desta modalidade de atendimento.

Assim, o nutricionista é um profissional da saúde essencial enquanto o ser humano consumir alimentos e enquanto os problemas nutricionais, como desnutrição e obesidade, tiverem prevalências altas nas populações do mundo. Por isso, formar nutricionistas com rigor acadêmico e conscientes da realidade local é de suma importância para que estes profissionais atuem na prevenção, manutenção e recuperação da saúde, seja a partir do alimento ou seja a partir do ser humano.

Gastronomia

O curso superior de Gastronomia é dinâmico, ágil e caminha em acompanhamento ao mercado de trabalho. Visa formar profissionais de excelência na área da hospitalidade, com foco no setor de Alimentos e Bebidas e serviços, que incluem a manutenção da saúde. Trata-se de uma formação com visão sistêmica e empreendedora, aptos a atuar, pesquisar e inovar no setor gastronômico, além de planejar e gerenciar diferentes serviços de alimentação. Isso tudo, considerando os aspectos culturais, econômicos, sociais, de saúde e segurança nos variados segmentos da Gastronomia Profissional.

No exercício da profissão, nos aspectos históricos e culturais, a comensalidade se faz protagonista. Trata a saúde, unindo todos os seus aspectos: desde o cultivo do alimento, escolha dos ingredientes, o ritual do preparo da refeição e da prática alimentar vivenciada em grupo ou individualmente, faz da comensalidade uma atividade repleta de significados genuínos, os quais beneficiam nossa saúde física e mental e a manutenção de uma boa qualidade de vida. Como disse Hipócrates: “Que teu alimento seja teu remédio e que teu remédio seja teu alimento”.

Ainda, um bom profissional deve sempre pensar e zelar pela segurança alimentar, que parte do cuidado na manutenção, escolha, armazenamento, temperaturas e métodos de preparo adequados que considerem as legislações vigentes, incluindo o planejamento equilibrado de cardápios e pratos que levem em consideração a quantidade, combinação e equilíbrio nutricional dos alimentos.

Lato Sensu

A preocupação com os determinantes de saúde e doença sempre permearam a Saúde Pública no intuito de reconhecer fatores de risco e proteção, identificar as causas de doenças ou mesmo avaliar a eficácia de medidas profiláticas e terapêuticas. Seja pelas características genéticas, culturais, demográficas ou geográficas, por muitos séculos as doenças afetaram de maneira distinta os povos. No entanto, à medida que o desenvolvimento de diferentes meios de transporte facilitou os deslocamentos populacionais, hoje sabemos que é muito improvável que uma doença qualquer permaneça restrita a uma determinada comunidade. Num mundo globalizado, onde alimentos, matérias-primas e mercadorias, além da própria população, transitam diariamente entre os continentes, a Saúde Pública passa a atuar também no contexto da Saúde Global, com a participação de organizações internacionais que controlam e mantêm a vigilância acerca das ocorrências, assim como compartilham evidências e buscam a equidade na saúde, em nível mundial.

Para além da saúde humana, o conceito de Saúde Única (One Health) amplia a perspectiva e considera que a saúde humana só existirá quando houver preservação da saúde animal e do meio ambiente. Assim sendo, a Saúde Única está focada nas relações entre as zoonoses, a contaminação do ambiente e a contaminação alimentar. As evidências sugerem que algumas das doenças emergentes que causaram impactos sociais e econômicos nas últimas duas décadas, como a SARS, gripe aviária (H5N1), gripe suína (H1N1), além da própria Covid-19, tiveram origens zoonóticas, ou seja, foram causadas por patógenos que já infectavam animais e, por ocasião, tiveram sucesso ao entrar em contato com a espécie humana. Compreender quais medidas poderiam impedir ou mesmo prever o surgimento de novas doenças, tornou-se prioridade para as organizações de saúde e um objetivo para aqueles que investigam a saúde sob a ótica da Saúde Única.

Apesar desse conceito de Saúde Única já considerar as inter-relações entre a saúde humana e a sustentabilidade ambiental, na última década, surge o conceito da Saúde Planetária, cuja compreensão infere que a complexa relação do ser humano com o planeta deve ser investigada sob as diversas perspectivas que impactam tanto na ocorrência de doenças como na promoção da saúde e do bem-estar social. Nesse sentido, a saúde ganha uma abordagem transversal, na qual tanto os profissionais de saúde, como toda a sociedade se tornam responsáveis pela sua promoção, seja combatendo a fome e a pobreza, assegurando moradia e condições sanitárias adequadas, o direito à educação e formação para o exercício da cidadania, seja na construção de produtos e cidades sustentáveis, na otimização e manejo do uso dos recursos naturais, na preservação da biodiversidade, na cultura do consumo sustentável ou na responsabilidade frente aos impactos ambientais provocados pela ação humana. É reconhecer que todos somos parte e assim, responsáveis pela preservação de todas as vidas desse planeta Terra.

Jan Carlo Delorenzi é diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

Fabiano Fonseca é coordenador do curso de graduação em Psicologia da UPM 

Adriano Monteiro é coordenador do curso de graduação em Ciências Biológicas da UPM 

Leticia Cefali é coordenadora do curso de graduação em Farmácia da UPM 

Marcelo Fernandes é coordenador do curso de graduação em Fisioterapia da UPM 

Ana Osório é coordenadora do curso de pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da UPM 

Juliana Morimoto é coordenadora do curso de graduação em Nutrição da UPM 

Camila Landi é coordenadora do curso de graduação em Gastronomia da UPM 

Camila Sachelli é coordenadora de Educação Continuada UPM

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