Artigo – Quatro dicas para melhorar a gestão de saúde nas empresas

A preocupação com a saúde física e mental dos colaboradores é cada vez mais valorizada e ganha importância estratégica nas empresas como forma de retenção de talentos e melhoria do ambiente de trabalho.

Ao mesmo tempo, existe a necessidade de manter sob controle os gastos com benefícios. A busca do melhor resultado dessa equação será debatida em painel com a participação do CEO da AsQ, André Machado, na FISWEEK22.

Organizado pela FIS (Fórum Inovação Saúde), instituição sem fins lucrativos formada por líderes da saúde de todo o País, o evento vai ter mais de 200 debatedores selecionados e um espaço de discussão focado em recursos humanos e desenvolvimento pessoal na saúde. As inscrições podem ser feitas no endereço fis.org.br/fisweek22/br.

Executivo da AsQ, especializada em serviços de gestão em saúde, Machado participa do painel “Estratégias Corporativas para Gestão de Custos na Saúde”, no dia 4 de maio, às 18h10.

Ele lista algumas dicas que podem ajudar gestores de recursos humanos responsáveis por programas de saúde corporativa.

1)   Promova a saúde em vez de tratar a doença

Programas de estímulo à adoção de hábitos saudáveis são boas opções para empresas que pretendem apoiar os colaboradores na prevenção de doenças. Ao identificar pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, por exemplo, é possível criar planos de cuidado individualizados que vão contribuir para evitar complicações que podem prejudicar o indivíduo e, ao mesmo tempo, gerar despesas extras para o plano de saúde. A promoção da saúde gera qualidade de vida para o colaborador e impacta de forma positiva a chamada sinistralidade do benefício de saúde oferecido pela empresa.

2) Aposte na tecnologia e na inovação

Dados são importantes para a criação de estratégias de promoção de saúde dos colaboradores. O acompanhamento de informações sobre o perfil de saúde das pessoas permite definir programas e políticas de promoção à saúde dentro da organização. Em alguns casos, quando há implantação de clínicas de atenção primária à saúde para atendimento de colaboradores, o acompanhamento detalhado das informações permite realizar até busca ativa para aumentar a adesão a tratamentos.

Os avanços tecnológicos também possibilitaram a adoção de novas ferramentas de atendimento ao paciente. Pesquisa da AsQ com 13 mil pessoas mostrou, por exemplo, que a telemedicina é uma forma eficaz de acompanhamento de pessoas com doenças crônicas. Com a saúde monitorada, mesmo de forma remota, os indivíduos adoecem menos e exigem menos internações e atendimentos de emergência.

3) Tenha preocupação com a saúde física e também com o bem estar psicológico dos colaboradores

A pandemia do Coronavírus fez aumentar de forma significativa a ocorrência de problemas psicológicos em pessoas de diferentes perfis. A implantação de programas de suporte psicológico às equipes deve ser avaliada pelos gestores. Principalmente com a possibilidade de adoção de estratégias que garantem custos sob controle, como a oferta de atendimento virtual.

4) Monitore os resultados

A saúde do colaborador precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. E, como ocorre com todas as ações estratégicas, também aí é importante ter parâmetros de acompanhamento de resultados. O bem-estar das pessoas, que pode ser avaliado em pesquisas de clima, é um indicador essencial. Mas em paralelo os gestores devem definir outros pontos que serão acompanhados: redução do turn over de talentos, queda no absenteísmo, aumento da produtividade, entre outros. A aplicação de recursos em saúde pode e deve ser medida – e os resultados positivos vão mostrar que esse desembolso não é um gasto, mas um investimento.

 

 

 

 

André Machado é CEO AsQ

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