Cannabis pode interferir no tratamento contra o câncer, alerta oncologista

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, autorizar o uso da cannabis para fins medicinais nesta terça-feira. “O uso dessa substância pode interferir no tratamento oncológico, principalmente para pacientes que passam por imunoterapia”, alerta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Universidade Nove de Julho (Uninove), do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e PhD em oncologia pela Universidade do Porto, Portugal.

Segundo o médico, outras terapias podem trazer melhores resultados para os pacientes oncológicos. Ele explica que a cannabis tem duas substâncias com forte atuação no organismo. A primeira é o tetrahidrocannabional (THC), que causa efeitos alucinógenos nas pessoas. A segunda é o canabidiol (CBD), compotencial para provocar efeitos múltiplos no paciente.

Ramon de Mello também ressalta que as pesquisas com a cannabis ainda são inconclusivas e não garantem um tratamento seguro para os pacientes com câncer: “Apesar de alguns estudos apontarem os canabinóides como supressores dos tumores, outros destacam que sua ação anti-inflamatória bloqueia o sistema de respostas do corpo ao câncer”.

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