Dia Nacional da Mamografia é lembrado em 5 de fevereiro

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Câncer de mama: 4 milhões de brasileiras entre 50 e 69 anos nunca realizaram uma mamografia

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) trazem uma boa notícia: os índices de mortalidade por câncer de mama continuam caindo no Brasil. Apesar do levantamento divulgado indicar que em 2019 foram diagnosticados 60 mil novos casos , mantendo a média dos últimos anos – um volume alto, de acordo com especialistas -, a taxa de morte pela doença vem caindo continuamente no país.

Um outro estudo recente, também divulgado pela entidade, aponta que o Brasil está situado no segundo nível mais baixo de mortes causadas pelo câncer de mama, com uma taxa de 13 por 100 mil habitantes, ficando ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália, e melhor até mesmo do que alguns deles, como a França e o Reino Unido. A incidência, porém, persiste alta em comparação aos índices globais: são 62,9 casos por 100 mil mulheres, valor que representa, em contrapartida, a segunda faixa mais elevada entre as cinco existentes relativas à incidência de câncer de mama entre todas as nações.

Em partes, o fato de a taxa de incidência ser considerada alta e a de mortalidade ser relativamente baixa mostra que as campanhas de conscientização sobre a condição e incentivo à realização de exames preventivos para o diagnóstico precoce, em especial da mamografia, têm mostrado resultado. O exame de raio-X na qual a mama é comprimida permite que sejam identificados tumores menores que 1 cm e lesões em início, sendo determinante para o diagnóstico do câncer de mama logo no início.

“O primeiro e principal passo para vencermos a doença é o conhecimento. Temos que maximizar a exposição das informações para que cada vez mais mulheres e população em geral estejam conscientes da necessidade de realização da mamografia a partir dos 40 anos, considerando que a incidência da doença começa a aumentar consideravelmente a partir desta idade. O auge de detecções acontece dos 50 aos 60 anos, tidas como as faixas etárias de risco”, afirma o oncologista Bruno Ferrari, fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas.

Dr. Bruno lembra que mulheres com histórico de câncer na família, ou seja, cujas mães, avós ou irmãs tiveram câncer de mama, devem iniciar o rastreio por mamografia mais cedo, aos 35 anos. “Cerca de 10% dos casos de câncer de mama estão associados a fatores genéticos hereditários, ou seja, transmitidos de pais para filhos. Nessas situações, o controle preventivo deve ser iniciado antes mesmo dos 40 anos por conta do risco aumentado”.

Realidade brasileira

Apesar do empenho das sociedades médicas e do poder público em informar a população feminina sobre a necessidade de realização da mamografia, o quadro geral no Brasil está longe de ser homogêneo. A última Pesquisa Nacional de Saúde sobre o tema, de 2013, mostra que entre as brasileiras de 50 a 69 anos com instrução superior passa de 80% o percentual das que fizeram mamografia em um período de dois anos. Entre as mulheres sem instrução ou com nível fundamental incompleto, esse percentual cai para cerca de 50%, e chega a menos de 30% na Região Norte.

Essas desigualdades resultam em uma soma de quase 4 milhões de mulheres – 18,4% da população feminina entre 50 e 69 anos – que nunca realizou o exame. Comparativamente, o maior índice entre as grandes regiões fica novamente com o Norte (37,8%), contra 11,9% do Sudeste, que tem a menor taxa.

Outro levantamento, feito pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), revela que o número de mamografias feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), considerando o ano de 2017, foi o menor registrado em um período de cinco anos entre mulheres na faixa etária alvo. Os dados apontam que, entre os 11,5 milhões de exames na rede pública esperados, apenas 2,7 milhões foram realizados, o que representa 23% do total.

Para o Dr. Bruno, a distribuição dos equipamentos para realização do exame é certamente um ponto a ser avaliado pelos governos municipais, estaduais e federal visando ampliar o acesso a toda a sociedade de forma igualitária. Outro desafio está em vencer o receio em relação à mamografia, em grande parte derivado de boatos que desencorajam e causam pânico às pacientes.

“Apesar de simples e rápido, há muitas mulheres que afirmam temer a dor causada pela máquina no momento da captação das imagens. A tecnologia vem evoluindo ano a ano, o que garante mais conforto no momento do exame. Além disso, o exame não causa qualquer tipo de prejuízo à saúde, pelo contrário, ele é um aliado. Para que a detecção precoce do câncer de mama aconteça, é essencial que estes tabus sejam vencidos”, pontua.

Autoexame é válido, mas não pode ser fim em si mesmo

Em partes, essa diferença nos percentuais de realização da mamografia também estão ligadas à crença de que o autoexame das mamas (AEM) é suficiente para a detecção de possíveis nódulos.

“Todas as mulheres a partir dos 18 anos devem fazer o autoexame mensalmente, no primeiro dia após a menstruação. Ele é uma importante ferramenta para as mulheres conhecerem seu próprio corpo, o que é fundamental para que detectem alterações nas mamas, caso ocorram”, afirma o oncologista, apontando que esse é o momento em que o seio está com menos influência dos hormônios do ciclo, o que facilita o toque.

A qualquer alteração que ela sentir, sejam nódulos, mas também mudanças como alguma retração ou líquidos saindo do mamilo, por exemplo, é necessário ir ao mastologista imediatamente.

“Todavia, esse conhecimento do próprio corpo, apesar de imprescindível, não detecta, em geral, nódulos muito pequenos ou em estágio inicial, quando ainda não são palpáveis. Por isso, o autoexame das mamas nunca deve substituir a mamografia, que deve ser realizada anualmente por todas as mulheres acima dos 40 anos”, alerta o Dr. Bruno.

Uma revisão acadêmica de ações públicas de controle sobre a doença, intitulada Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil, reforça a fala do especialista. A análise indica que o autoexame das mamas pode provocar efeitos negativos como aumento do número de biópsias de lesões benignas e uma falsa segurança pois, ao examinar-se, a mulher pode se sentir segura do resultado, excluindo a busca por outros métodos mais confiáveis.

Não à toa, o exame do toque não é considerado como método diagnóstico precoce, embora faça parte integral da discussão sobre o problema na sociedade, uma vez que permite que as mulheres estejam alertas e conscientes sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.

“A mulher, seja ela de 15 ou 80 anos, precisa se conhecer, ir sempre que possível ao ginecologista, fazer o autoexame e, principalmente, fazer a mamografia anualmente após os 40 anos. As chances de cura chegam a 90% quando o tumor é descoberto no início, sendo o tratamento menos invasivo, o que melhora, em muito, a qualidade de vida e a retomada dessa mulher a sua vida normal”, finaliza Bruno Ferrari.


 

Sudeste concentra quase metade dos mamógrafos do Brasil

Não há dúvidas de que os equipamentos de imagem e sua evolução tecnológica são essenciais para a melhoria na qualidade do diagnóstico e maiores chances de cura de algumas doenças. Esse fato é ainda mais significativo quando falamos em mamografia, exame mais indicado pela Sociedade Brasileira de Mastologia para detecção precoce do câncer de mama – que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o câncer que mais acomete as mulheres do país, com um total de novos 59.700 casos previstos para todo o ano de 2019.

“Os casos detectados precocemente têm muito mais chances de cura e melhor tratamento”, explica Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Abramed. “Segundo o relatório de auditoria operacional do Tribunal de Contas da União, uma das principais causas para imprevisibilidade da atenção oncológica é o despreparo da atenção primária para rastrear os casos de câncer, refletindo no diagnóstico avançado da doença”, diz.

O relatório demonstra que 53,9% dos pacientes com câncer de mama no Brasil foram diagnosticados em estadiamento avançado, estágios 3 e 4. Para entendimento: o câncer de mama é classificado em 5 estágios principais (0 a 4), tendo chances melhores de tratamento quando detectado entre os estágios 0 e 2. Mesmo sendo um número relevante e desafiador para o sistema de saúde, existem outros entraves que cercam o câncer de mama no país, como o vazio assistencial.

Dados do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico mostram que dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 1.217 (21,8%) possuem ao menos um equipamento de mamografia. Entre esses, o número aproximado de mamógrafos é de 4,7 por cidade, em média. Do total de 5.723 mamógrafos em uso distribuídos no país em dezembro de 2018, 11,4% concentravam-se nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com um total de 652 unidades.

A região Sudeste concentra quase 47,44% dos aparelhos do país, tanto na esfera pública como na privada. Em seguida vem Nordeste (22,2%); Sul (15,7%), Centro-Oeste (8,5%) e Norte (6%). “Norte e Nordeste, juntos, com todo o seu tamanho de território e população de quase 75 milhões de habitantes, têm um número muito reduzido em relação ao Sudeste, por exemplo”, pontua Priscilla Franklim Martins, diretora-executiva da Abramed.

“Nas regiões mais urbanizadas e populosas há maior oferta dos recursos de saúde, além de uma maior presença de hospitais, laboratórios e profissionais da área médica”, comenta Priscilla. “Adicionalmente, os determinantes sociais e outras características individuais ou de grupos da população influenciam a demanda. A consequência desse arranjo é a desigualdade na oferta de bens e serviços de saúde, ocasionando o chamado vazio assistencial”, acrescenta.

MAMOGRAFIA NO BRASIL: VOLUME DE EXAMES ABAIXO DO IDEAL

Considerando a disponibilidade de equipamentos em uso – nas esferas pública e privada –, nota-se que a distribuição geográfica dos equipamentos de mamografia não é homogênea ao longo do território nacional. O resultado dessa discrepância é a cobertura insuficiente de exames de mamografia.

Pesquisadores da Sociedade Brasileira de Mastologia, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, divulgaram em 2018 um estudo revelando que o percentual das mulheres da faixa etária entre 50 e 69 anos, em 2017, atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi o menor dos últimos cinco anos. Para se entender o contexto, eram esperadas 11,5 milhões de mamografias e realizaram-se apenas 2,7 milhões, uma cobertura de 24,1%, bem abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por um lado, na saúde suplementar, dados do Painel Abramed mostram que o número de mamografias apresentou ligeira redução, registrando 5 milhões de exames entre 2017 e 2018, queda de 0,4%. Por outro, o número de mamografias em mulheres de 50 a 69 anos alcançou 2,3 milhões e cresceu 1,8%, no mesmo período. “Na saúde suplementar, considerando o número de exames realizados e a quantidade de mulheres com idade entre 50 e 69 anos, a taxa de cobertura para o exame alcançou 48,6% das mulheres, ou seja, 1/3 das mulheres nessa faixa etária não realizou o exame preventivo. Para atender esse público seria necessário a realização de aproximadamente 3,3 milhões de mamografias, ou seja, cerca de 1 milhão acima do observado em 2018, segundo a recomendação da OMS de 70% de cobertura para o grupo de risco”, diz Priscilla.

“Mesmo com as campanhas de conscientização, o número de exames de mamografia ainda é abaixo do ideal, tanto no setor público como no setor privado. Confrontando esses dados, é alarmante ver, em algumas áreas críticas da saúde, tanta deficiência em exames para detecção precoce de doenças graves”, finaliza Shcolnik.

Dados destacados (2018):

• Mamógrafos em uso distribuídos no país em dezembro de 2018: 5.723*
• Número de mamógrafos simples: 3.963*
• Número de mamógrafos computadorizados: 889; eram 456 em 2014 (aumento de 95%)*
• 1.217 (21,8%) municípios brasileiros possuem ao menos um equipamento de mamografia*
• Distribuição de mamógrafos por região brasileira: Sudeste (47,44%); Nordeste (22,2%); Sul (15,7%), Centro-Oeste (8,5%) e Norte (6%)*
• Distribuição de mamógrafos na rede privada, por região brasileira: Centro-Oeste (78%), Nordeste (72,90%), Sudeste (70,90%), Sul (67,40%), Norte (58,4%)*
• Distribuição de mamógrafos na rede pública e sem fins lucrativos, por região brasileira: Norte (41,6%), Sul (32,6%), Sudeste (29,1%), Nordeste (27,1%), Centro-Oeste (22%)*
• Número de mamografias apresentou ligeira redução e registrou 5 milhões na saúde suplementar entre 2017 e 2018, com redução de 0,4%**

*Fonte: Ministério da Saúde — Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES)
**Fonte: Painel Abramed 2019 — O DNA do Diagnóstico


 

Exame é a principal ferramenta para diagnosticar tumores no início e melhorar prognóstico

O câncer de mama é o tipo mais comum da doença entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A alta taxa de incidência do tumor na população feminina traz um alerta para que as mulheres conheçam o próprio corpo, prestem atenção a possíveis alterações e procurem um médico com regularidade para uma avaliação mais detalhada.

Segundo o ginecologista e obstetra, coordenador médico do Hospital da Mulher Anchieta, Dr. José Moura, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. “A avaliação das mamas faz parte da rotina ginecológica. É importante que todas as mulheres façam o exame ao menos uma vez ao ano independente da fase da vida em que se encontram, para que possamos detectar alguma alteração o mais precocemente possível”, indica o especialista.

Nesse contexto, a mamografia é ótima aliada para detectar nódulos ainda não palpáveis e descobrir a doença antes do surgimento dos sintomas. “Dessa forma, esse exame ajuda a reduzir a incidência e/ou mortes relacionadas ao câncer, auxilia a determinar o tratamento mais adequado para cada caso e aumenta o número de cirurgias com melhores resultados estéticos”, ressalta o radiologista e especialista em imagem da mama do Anchieta Diagnósticos, Dr. Pedro Felipe Coelho Alvarenga.

A mamografia é indicada a partir dos 40-45 anos ou antes, caso a mulher tenha caso de câncer de mama na família. De acordo com o ginecologista, Dr. José Moura, antes dessa faixa etária, as mamas ainda são mais rígidas e densas, e prejudicam a visualização adequada do tecido mamário.

Entenda como é feita

O exame consiste em um aparelho com duas placas que comprimem a mama horizontal e verticalmente por alguns segundos. Segundo o radiologista, ficar imóvel e segurar a respiração durante a obtenção das imagens ajuda a evitar movimentos que podem comprometer a qualidade do exame e, consequentemente, a identificação de anormalidades. “Após isso, o técnico confirma a adequação das imagens para saber se vai ser preciso repetir o procedimento ou acrescentar alguma outra para complementar o estudo”, explica o médico.

Existe alguma contraindicação?

Ainda de acordo com o especialista do Anchieta Diagnósticos, não há contraindicações absolutas ao exame, porém é importante mencionar alguns cuidados. “Durante a gestação deve-se evitar radiação devido aos efeitos na formação do feto. Entretanto, nos casos em que o benefício da mamografia se sobrepor aos riscos, utiliza-se protetores de chumbo – uma espécie de avental – sobre o abdômen para proteger o feto”, destaca.

Além disso, a presença de implantes mamários torna o exame menos sensível, porém o médico pontua que existem manobras que podem contornar a situação, e que o risco de danificar o implante é pequeno. Já em mulheres que estão na fase de amamentação, a mama se torna mais densa e dificulta o achado de anormalidades, bem como torna o exame um pouco mais desconfortável, mas não impede sua realização.

Dicas para a realização do exame:

– Agende a mamografia quando sua mama não estiver dolorida ou inchada, para evitar o desconforto e conseguir boas imagens. Tente evitar a semana que antecede a menstruação;

– Leve os exames anteriores relacionados à mama, tais como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. A comparação aumenta a sensibilidade do método ao facilitar a identificação de anormalidades que tenham surgido nos últimos tempos;

– No dia do exame evite usar desodorante ou cremes na região, pois certos produtos podem aparecer como pequenos pontos brancos na imagem e simular calcificações;

– Dê preferência para o uso de saias ou calças ao invés de vestidos, pois será preciso remover a parte de cima para a realização do exame.

No Anchieta Diagnósticos você encontra estrutura e suporte adequados com profissionais capacitados para realizar a mamografia.


 

Prevenção pode detectar lesões assintomáticas e possibilita tratamento do câncer de mama em fase inicial

O Dia Nacional da Mamografia, comemorado em 5 de fevereiro, foi adotado para a conscientização da importância do exame. O câncer de mama é o tumor maligno mais incidente entre as mulheres, principalmente nas idades de 40 a 60 anos. A Dra. Vivian Milani, médica radiologista da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), alerta que muitos tumores mamários não são palpáveis ou dolorosos, por isso a necessidade de ações preventivas para uma análise precoce.

“A mamografia é capaz de detectar lesões muito pequenas, de milímetros, imperceptíveis à palpação. Quando uma alteração é detectada inicialmente, como, por exemplo, nódulos, as chances de cura são muito maiores”, explica a especialista.

O exame deve ser realizado anualmente em mulheres a partir dos 40 anos, ainda que assintomáticas. Contudo, se a paciente tiver fator de risco, como casos na família de câncer de mama, é necessário iniciar o rastreamento precoce. Nesses casos, é indicado iniciar o acompanhamento 10 anos antes da idade que a familiar apresentou a doença.

A realização da mamografia é recomendada após o período menstrual, quando as mamas estão menos sensíveis e inchadas, aponta a Dra. Vivian. “As pacientes que não menstruam mais e apresentam muita sensibilidade ao exame devem informar a técnica de mamografia, o quão sensível são suas mamas e com certeza uma atenção especial será dada. Lembre-se: o exame é muito rápido e os benefícios são inúmeros.”


 

Diagnóstico precoce de câncer de mama aumenta a sobrevida em 95%

No Dia Nacional da Mamografia, 5 de fevereiro, o Hospital de Amor (atual nome do Hospital de Câncer de Barretos) faz um alerta para a importância da mamografia.

O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil e no mundo. Os números são alarmantes: em 2019, foram diagnosticados 59.700 novos casos da doença em território brasileiro, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Segundo Silvia Sabino, médica radiologista da instituição, com o diagnóstico precoce, a chance de cura é de 95% para os casos de tumor de mama. “Realizar os exames preventivos, como a mamografia, é fundamental para descobrir a doença ainda nas suas fases iniciais, momento em que o tratamento é mais eficaz e menos agressivo, o que permite retomar o mais rapidamente possível para a sua vida habitual de mãe, esposa, mulher e profissional.”

Pesquisa

Estudo realizado pelo Hospital de Amor entre os anos de 1995 e 2000, na região de Barretos, aponta que 17,5% das mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama em fase inicial e 70% já estavam com a doença em estágio avançado.

Com o trabalho da instituição em programas de exames preventivos periódicos, nenhum caso em estado avançado foi registrado na mesma região do interior paulista, entre os anos 2013 e 2018.

O Hospital de Amor realizou, só em 2019, 207.026 mamografias em suas 16 unidades fixas e 26 unidades móveis. Segundo a médica radiologista Silvia Sabino, dados parciais do ano passado mostram que foram diagnosticados 1.028 casos de câncer de mama, mas este número deve ser ainda maior. “Em 2018, tivemos 1.296 cânceres diagnosticados, mas esperamos uma elevação na incidência em 2019, pois o número de mulheres atendidas aumentou com a ampliação da estrutura do Hospital de Amor, com novas instalações para o trabalho de prevenção e a inauguração de seis unidades.”

Prevenção

O exame de mamografia deve ser realizado dentro da rotina de cuidados por mulheres sem sintomas entre 40 e 69 anos. “A mulher com lesão pequena que não produz sintomas que mais se beneficia do diagnóstico precoce. De qualquer maneira é importante ficar atenta aos principais sinais de alerta para o câncer de mama que são nódulo palpável, saída de secreção transparente ou com sangue pelo mamilo, retrações de pele ou mamilo, ou inflamação na mama fora do período de amamentação, para os quais é necessário procurar o médico”, explica a médica.


 

Descubra mitos e verdades sobre o exame

Que a mamografia é fundamental para o diagnóstico do câncer de mama, todo mundo sabe. No entanto, algumas dúvidas ainda pairam sobre esse tipo de exame. No dia 05 de fevereiro é comemorado o Dia Nacional da Mamografia e  pensando em desmistificar o exame, a médica radiologista Dra Beatriz Maranhão, do Lucilo Maranhão Diagnósticos, elenca as principais dúvidas acerca da avaliação por imagem.

O autoexame dispensa a mamografia?  Não dispensa. O autoexame funciona apenas para guiar alguma dúvida diagnóstica, alteração palpável, achado novo. O procedimento não é seguro para dizer que não existe alteração maligna. Desta forma, a mamografia  deve ser utilizada para encontrar achados assintomáticos.

A mamografia é o principal exame para detecção do câncer de mama?

É um dos principais exames, já que é feito para rastrear. A mamografia  foi o único exame que mostrou redução de mortalidade do câncer de mama.

A mamografia dói?

Geralmente não causa dor, mas algumas pacientes apresentam uma sensibilidade natural, chamado de mastalgia (dores nas mamas). Para elas, a compressão da mamografia termina sendo sentida, causando relatos de dor durante a realização do exame.

A mamografia funciona apenas para identificar o câncer de mama?

O exame detecta câncer e alterações benignas, tais como alterações pós cirúrgicas e avalia implantes mamários.

A mamografia digital é melhor do que a convencional?

A mamografia digital é muito superior a convencional. Ela além de emitir menor radiação, ainda apresenta melhor qualidade de imagem.

A mamografia é cara?

Relativamente não é um exame caro. Além de ser bastante disponível pelo SUS

Próteses de silicone atrapalham a mamografia?

Para quem tem silicone, o exame é feito de maneira diferente. Nesses casos, a mamografia precisa de um pouco mais de imagens. Por isso são oito radiografias, quatro de cada mama.  Sendo quatro com a prótese e quatro com uma manobra com a técnica que afasta a prótese para cima e para trás, sendo possível radiografar apenas o tecido mamário.

Todas as mulheres devem realizar a mamografia a partir da mesma idade?

A recomendação atual é de que deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos para pacientes que não apresentam fatores de risco e a partir dos 35 anos para pacientes do grupo de risco.

A mamografia pode ser substituída por ressonância magnética ou ultrassonografia?

A mamografia não pode ser substituída por ultrassom e ressonância, eles são exames complementares.

Estou grávida, posso fazer mamografia?

Paciente grávida não deve fazer mamografia, no entanto, se ao fizer o exame, não souber da gravidez, por ela estar ainda em estágio inicial, não há risco de teratogenicidade para o feto, pois a radiação é mínima.


 

Médico explica a necessidade do acompanhamento médico e do diagnóstico precoce para combater a doença

No dia 5 de fevereiro, Dia Nacional da Mamografia, conforme a lei nº 11.695/2008, muitas ações são promovidas com o intuito de conscientizar as mulheres sobre a importância da realização do principal exame de diagnóstico do câncer de mama: a mamografia.

A prevenção e a detecção precoce do “Carcinoma da mama” pode reduzir o índice de mortalidade da doença em até 95%. Por isso, o autoexame não substitui a mamografia, que deve ser realizada anualmente por todas as mulheres acima dos 40 anos.

Apesar das campanhas divulgadas constantemente sobre o assunto pela mídia e órgãos de saúde, algumas pessoas costumam ter dúvidas sobre o exame. Pensando nisso, o Dr. Renato Walch, médico da família e Diretor Médico da Amparo Saúde, startup voltada para medicina da família no Brasil, tirou algumas dúvidas e reforçou a importância do medicina da família para as mulheres:

Como é feita a mamografia e para que serve?

A mamografia é um tipo de raios X realizado por meio do mamógrafo, um aparelho que possui duas superfícies que tem como função fazer uma compressão da mama da mulher. Esse exame é usado para detectar lesões no tecido mamário que vão desde lesões inespecíficas (calcificações), cistos simples, até tumores malignos.

Todas as mulheres podem fazer a mamografia?

Sim, toda mulher pode realizar o análise, mas a recomendação do Ministério da Saúde é que mulheres entre 50 e 69 anos façam a mamografia a cada dois anos. Essa é a regra geral, mas pode variar de acordo com cada caso. Por exemplo, para aquelas que possuem fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como história familiar ou não ter tido filhos, o médico pode pedir que o exame comece a ser feito antes, por volta dos 35 anos.

O tamanho da mama influencia na análise?

É possível que isso influencie o resultado. Uma mama pequena pode não permitir que a técnica do exame seja realizada com a qualidade adequada. Cabe ao profissional radiologista avaliar no momento.

O ultrassom de mama ajuda no diagnóstico do câncer de mama?

Sim! Em mulheres mais jovens e até antes dos 50 anos ou com mamas pequenas, o ultrassom pode ser o exame mais indicado para avaliar alguma possível lesão. Mas é importante lembrar que para o rastreamento específico da doença, apenas a mamografia é indicada, pois com a idade, a mama sofre uma alteração fisiológica (natural) que é a lipo-substituição do tecido mamário (por tecido de gordura, mais flácido e sem sustentação), que impede a avaliação assertiva.

O exame causa incômodo no paciente?

É difícil para o gênero masculino conseguir mensurar o quão incômodo é realizar esse exame, já que não é recomendado com frequência. O que eu percebo no consultório é que a grande maioria das mulheres reclamam de um desconforto moderado a intenso, dependendo do tamanho da mama.

Quem tem prótese de silicone pode realizar a mamografia?

O uso de silicone não é uma contra-indicação para a realização da mamografia, mas a paciente deve informar o profissional.

Existe cuidados e contraindicações que podem evitar o câncer de mama?

Há uma relação com história familiar. A mulher que tem parentes de 1º grau (mãe, filha ou irmã) que tiveram a doença, devem estar mais atentas aos sinais precoces e aos cuidados, principalmente após os 35 anos. O aumento do número de casos pode também estar ligado a mudança dos hábitos alimentares da população, ganho de peso, início da menarca (1ª menstruação da mulher), amamentação e quantidade de filhos, considerando que cada vez mais mulheres engravidam com mais idade.

Qual a importância do autoexame? Quando e como fazer?

Como forma de rastreamento o autoexame não é indicado, mas é importante ressaltar que a mulher pode e deve conhecer o seu próprio corpo, se tocar, se perceber e, ao notar algo diferente, procurar um profissional de saúde para avaliar.

Qual a importância do médico de família para prevenção e diagnóstico precoce da doença?

A Medicina da Família é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, assim como a Ginecologia, caracterizada por um olhar mais integral sobre a saúde dos pacientes e o acompanhamento ao longo de todas as fases da vida, independente de idade, gênero ou doença pré-existente. O Médico de Família é importante por atuar de forma preventiva, estimulando ações de promoção à saúde e mudanças comportamentais, que levam as pessoas a terem uma vida mais saudável. Essa especialização garante a resolução de mais de 85% dos problemas de saúde direto no consultório.

Homens também devem fazer o exame de mamografia?

O Câncer de Mama em homens é extremamente raro. Os homens, apesar de terem glândulas mamárias, não precisam realizar a mamografia como exame de rastreamento. Neste caso, podem optar pelo ultrassom, caso o médico oriente.

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