Especial OUTUBRO ROSA 2019

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Outubro foi eleito o mês rosa na década de 1990 com o objetivo de promover a conscientização e alertar as mulheres sobre prevenção, cuidados e diagnóstico precoce do câncer de mama. De acordo com a literatura, 25% das mortes são evitadas com a identificação precoce do tumor e atenção à paciente.

As instituições brasileiras estão engajadas na causa! Confira notícias abaixo:

Uma em cada 12 mulheres receberá o diagnóstico de câncer de mama ao longo da vida

Mamografia a partir dos 40 anos é essencial para o diagnóstico precoce; Controle de peso, alimentação balanceada e exames periódicos de rotina são aliados na luta contra a doença, que atinge cerca de 60 mil novas mulheres todos os anos

Levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelou que o Brasil somará cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019,  número que corresponde a 28% de todos os diagnósticos da doença registrados no país – o que faz dele o tumor mais incidente entre as mulheres depois do câncer de pele-não melanoma. Mundialmente os dados também são alarmantes: o câncer de mama afeta 2,1 milhões de pessoas por ano e é o quinto que mais mata, de acordo com o Globocan 2018, um estudo da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer.

Neste sentido, um dos principais mecanismos de controle e identificação da doença ainda é a mamografia que, de acordo com o INCA, deve ser feita por todas as mulheres com mais de 40 anos. Todavia, é justamente na adesão a este exame de imagem que está um dos entraves para vencer a doença.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS),  a mais recente disponível no Brasil, aponta que 3,8 milhões de mulheres de 50 a 69 anos nunca realizaram mamografia, o que corresponde a 18,4% da população feminina nessa faixa etária. O maior índice entre as grandes regiões fica no Norte (37,8%), contra 11,9% do Sudeste, que tem a menor taxa.

“O primeiro e principal passo para combatermos a doença é o conhecimento. Temos que maximizar a exposição das informações para que cada vez mais mulheres e população em geral estejam conscientes da necessidade de realização da mamografia”, afirma Bruno Ferrari, oncologista e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas.

A opinião do médico é endossada por um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) que aponta para uma realidade diretamente relacionada à evolução nos índices de  envelhecimento da população: uma em cada 12 mulheres receberá o diagnóstico de um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. E a importância das medidas voltadas à conscientização sobre o este tipo câncer ainda é justificada por mais um dado: as chances de cura chegam a 95% dos casos quando o tumor é detectado no início.

Por isso Ferrari é taxativo, o diagnóstico precoce é fundamental para as chances de recuperação dos pacientes. Ele lembra ainda que mulheres com histórico de câncer na família, ou seja, cujas mães, avós ou irmãs tiveram câncer de mama, devem iniciar o rastreio por mamografia mais cedo, aos 35 anos.

“Cerca de 10% dos casos de câncer de mama estão associados a fatores genéticos hereditários, ou seja, transmitidos de pais para filhos. Nessas situações, o controle preventivo deve ser iniciado antes mesmo dos 40 anos por conta do risco aumentado”, explica.

Incentivo a mudanças simples nos hábitos de vida

Além de realizar exames preventivos com frequência, cultivar uma rotina saudável, de acordo com Ferrari, é a chave para reduzir as taxas de câncer de mama. Parar de fumar, buscar uma alimentação saudável e manter uma rotina de exercícios para ficar em forma estão, em geral, associados à vaidade e a beleza. A boa notícia é que essas e outras atitudes exercem também papel fundamental na prevenção do câncer de mama.

“A prática regular de exercícios físicos e adoção de uma dieta alimentar balanceada são essenciais tanto para reduzir as chances de incidência do câncer de mama quanto para reduzir os riscos de recidiva da doença”, avisa.

Segundo o oncologista, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão entre os fatores evitáveis que podem contribuir para o surgimento da doença.

E ele não está sozinho. Uma pesquisa publicada na revista Nature e que contou com a colaboração do Ministério da Saúde revela que uma em cada dez mortes em decorrência de câncer de mama no Brasil – cerca de 12% – poderia ter sido evitada com a prática de atividade física regular. De acordo com a pasta, os números mostram que, em 2015, 2.075 mortes poderiam ter sido evitadas se as pacientes realizassem pelo menos uma caminhada de 30 minutos ao dia cinco vezes por semana.

Um outro estudo da Sociedade Norueguesa de Câncer, realizado com 102.098 mulheres na Noruega e na Suécia durante dez anos, descobriu que, em comparação com os não fumantes, aquelas que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante 20 ou mais anos tinham um três vezes mais risco de desenvolver câncer de mama invasivo. Meninas que começavam a fumar antes dos 15 anos tinham quase 50% mais chances de ter o tumor.

A importância desse tipo de atitude não fica apenas na prevenção, alerta o médico. “Uma série de pesquisas científicas como essas sugerem que indivíduos que praticam atividade física e seguem uma dieta equilibrada têm melhores respostas ao tratamento e, portanto, apresentam taxa de sobrevivência maior ao câncer cinco anos após o diagnóstico”, destaca Bruno Ferrari.

Oncoclínicas e SBM unidos no combate ao câncer de mama

O Instituto Oncoclínicas – iniciativa do corpo clínico do Grupo Oncoclínicas para promoção à saúde, educação médica continuada e pesquisa -, em parceria com a SBM, lança no mês de Outubro uma campanha de conscientização protagonizada pela modelo Luiza Brunet. Com o mote “Seja a melhor pessoa para você”, a ação tem por objetivo transmitir às mulheres uma mensagem de alerta sobre os cuidados com a saúde, em especial para que não deixem de realizar a mamografia todos os anos a partir da idade recomendada.


 

Câncer de mama: pacientes em tratamento têm dia de modelo

Pelo nono ano consecutivo, a Universidade Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate, realiza, em parceria com o CRSM do Hospital Pérola Byington – especializado em saúde da mulher –, o Desfile da Primavera, no dia 4 de outubro (sexta-feira), às 15h30. A parceria produz desfiles-performances, em que as pacientes do hospital, em tratamento para diferentes tipos de canceres femininos, apresentam peças confeccionadas pelo Coletivo LabModaR, projeto de extensão universitária dos bacharelados em Design e Negócios da Moda da Anhembi Morumbi. “Neste dia, elas são as estrelas e as roupas são apenas uma forma de expressão de todos os sentimentos e desafios que elas enfrentam durante o tratamento”, conta Eloize Navalon, coordenadora do curso de Design da Moda e responsável pelo projeto.

Com o tema “É agora!”, a coleção deste ano do Desfile, que está em sua 15ª edição, pretende fazer o público refletir sobre as prioridades da vida e sobre como lidar com o inesperado, com rupturas da ideia de controle que o ser humano tem sobre a vida para enfrentar situações como o câncer. A coleção apresenta um convite à vida e traz modelagens amplas e um percurso que vai do mais luminoso aos tons mais adensados. As peças foram construídas em tecidos planos, com as superfícies trabalhadas com estamparia botânica, tingimento natural e estamparia manual. Como de costume, o styling foi desenvolvido também explorando técnicas manuais, com vistas à sustentabilidade, em que foram utilizados, de maneira inovadora, resíduos plásticos que seriam descartados.

Celebrando os 15 anos do projeto e nove de parceria, profissionais e alunos de diversos cursos se envolvem para promover um evento com uma experiência completa para as mulheres em tratamento no Hospital Pérola Byington. O projeto nasceu com o objetivo de melhorar a autoestima e qualidade de vida das pacientes com câncer de mama do hospital Pérola Byington e é uma ação voluntária formada por integrantes do hospital, professores e alunos dos cursos de Moda (Design e Negócios), Maquiagem Profissional, Visagismo, Gastronomia, Teatro e Produção Musical da Universidade Anhembi Morumbi.

Gratuito e aberto ao público, o Desfile da Primavera deste ano acontecerá no Teatro Experimental, no câmpus Mooca. Os convites serão entregues às 15h na bilheteria e a entrada está sujeita à lotação do espaço.


 

Brasileiras estão otimistas com evolução dos tratamentos oncológicos, mas muitas desconhecem fatores de risco ligados ao câncer de mama e metástase

O Brasil começou a participar do movimento mundial Outubro Rosa, dedicado à conscientização do câncer de mama, há mais de 15 anos. Avanços no conhecimento sobre a doença e tratamentos disponíveis são perceptíveis, mas o desconhecimento sobre os fatores de risco ainda é uma realidade entre a população, que também ignora medidas importantes para a detecção precoce do tumor. Além de prejudicar o combate à enfermidade, a falta de informação também alimenta o preconceito em relação às pacientes, especialmente no caso dos quadros metastáticos.

Essas são algumas das conclusões da pesquisa Câncer de mama hoje: como o Brasil enxerga a paciente e sua doença?, aplicada pelo IBOPE Inteligência a mais de 2 mil brasileiros, por plataforma on-line, em diferentes regiões metropolitanas do País: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Curitiba. Em São Paulo, a amostra de entrevistados foi colhida na capital. A iniciativa, realizada pela Pfizer, aponta um contexto permeado por mitos e desinformação, o que reforça a importância de ações que promovam formas criativas e mais efetivas de dialogar sobre o assunto com a sociedade, contribuindo para que a informação chegue e seja realmente assimilada.

“O segundo ano do projeto Coletivo Pink, que nesta edição posiciona a arte como importante ferramenta para se aproximar do público e sensibilizar para o tema, é um exemplo dos esforços na busca por alternativas que ajudem a promover a educação em saúde, especialmente quando estamos diante de uma temática tão importante”, afirma a diretora médica da Pfizer, Márjori Dulcine. Afinal, o câncer de mama é o tumor mais frequente entre as brasileiras, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Informações desencontradas sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama se destacam no levantamento. Quase 80% da amostra está convencida, por exemplo, de que o autoexame das mamas, ou seja, o toque feito pela própria mulher, constitui a principal medida para a identificação da doença em seus estágios iniciais. Na verdade, quando o tumor é palpável, muitas vezes já se encontra em estágios avançados.

“Tocar as próprias mamas é uma prática importante para conhecimento corporal. Mas, nos últimos anos, muitas sociedades médicas deixaram de recomendar o autoexame como método preventivo, uma vez que, ao não detectar alterações durante essa prática, a mulher pode acabar se afastando do médico e atrasando a realização da mamografia, que é um exame essencial”, destaca Márjori. “A mamografia pode detectar alterações muito pequenas e ainda não palpáveis, que muitas vezes medem milímetros, aumentando as chances de sucesso no tratamento”, completa.

Outros dados da pesquisa reforçam a percepção de que as entrevistadas desconhecem as recomendações oficiais para a realização da mamografia. Quase um terço das participantes acredita que, se o exame de mamografia não detectar alterações na mama, a paciente poderá ficar liberada para fazer a prevenção apenas por meio do autoexame, em casa. Esse dado chega a 35% entre as participantes com 55 anos ou mais de idade, que representam justamente a população mais suscetível à doença.

Ainda em relação à mamografia, um quarto das mulheres ouvidas pelo levantamento estão convencidas de que esse exame só é necessário quando outros procedimentos realizados previamente, como o ultrassom, apontarem alterações. O Ministério da Saúde recomenda, contudo, que todas as mulheres entre 50 e 75 anos se submetam ao exame de mamografia a cada dois anos. Já a maioria das sociedades médicas do país indica que o procedimento seja realizado anualmente, a partir dos 40 anos.

Causas e fatores de risco

O câncer de mama é uma doença multifatorial, de modo que muitos elementos contribuem para o aumento do risco. A herança genética é um desses aspectos, mas só está presente em 5% a 10% dos tumores mamários. Na opinião de 71% dos entrevistados, contudo, a herança genética seria a principal causa da doença. Esse número sobe para 76% no Rio de Janeiro. Por outro lado, fatores de maior impacto para o desenvolvimento do tumor, como os hábitos de vida, são menos citados: 24% das pessoas mencionam esse item, que aparece em terceiro lugar entre as causas apontadas.

Outros entrevistados relacionam o aparecimento da doença à conduta da própria mulher: 33% dos participantes afirmam que o câncer se manifestou porque a paciente não teria feito todos os exames preventivos necessários. “Vale lembrar, porém, que existem alguns tipos de câncer muito agressivos, que podem se desenvolver entre uma mamografia e outra, em poucos meses. Transferir a culpa para a mulher só alimenta o preconceito e dificulta o enfrentamento do problema”, comenta Márjori. Sob outra ótica, 10% dos entrevistados mais velhos, com 55 anos ou mais de idade, acreditam que o câncer se manifestou porque esse era o “destino da pessoa e estava nos planos de Deus”. Essa visão é compartilhada por 10% dos participantes de Belo Horizonte e também se destaca entre os entrevistados do Recife, como indica a tabela abaixo:

O desconhecimento dos entrevistados sobre a relação que existe entre o consumo de álcool, mesmo em baixas doses, e um risco aumentado para o câncer de mama também chama a atenção. Apenas 10% das mulheres e 8% dos homens reconhecem essa associação como verdadeira. Por outro lado, a literatura médica aponta que o consumo frequente da bebida, mesmo em pequenas quantidades, aumenta a probabilidade de desenvolver o tumor. Segundo o INCA, isso ocorre porque o álcool pode alterar os níveis de estrogênio, hormônio que está relacionado a uma porcentagem elevada de tumores mamários.

Além de ignorar o impacto do álcool para o desenvolvimento da doença, os brasileiros ouvidos pela pesquisa também subestimam a interferência do excesso de peso, principalmente após a menopausa, nesse processo: 39% dos entrevistados não sabem dizer se esse aspecto interfere no risco de desenvolver câncer de mama e 24% acreditam que essa relação não é verdadeira. Já a prática de exercícios físicos é reconhecida como medida de prevenção contra a doença pela maioria dos participantes (ou 58% da amostra). E essa taxa chega a 64% no Recife.

Mulher moderna e câncer de mama

Assim como o estilo de vida, alguns aspectos reprodutivos, típicos da mulher moderna, também se apresentam como elementos que ajudam a compor o painel de fatores de risco do câncer de mama. “O número de filhos é cada vez menor e as gestações têm ocorrido mais tarde. Ou, ainda, muitas mulheres optam por não ter filhos. Essas situações expõem mais o organismo feminino ao estrógeno, um hormônio frequentemente relacionado aos tumores de mama”, afirma Márjori.

De fato, a maioria dos entrevistados ignora que não ter filhos ou passar pela primeira menstruação muito jovem, antes dos 12 anos de idade, aumentam as probabilidades de desenvolver o tumor. Já a amamentação, ao contrário, emerge como um fator protetor para a mulher, uma vez que reduz a exposição dela a determinados hormônios e ajuda a remover células mamárias que podem apresentar danos no DNA. Assim, quanto maior o tempo de aleitamento, maior o benefício. Mas a maioria dos entrevistados (54%) ou tem dúvidas sobre o papel protetor da amamentação ou acredita que esse benefício não é real.

Outros mitos

Os dados da pesquisa também apontam que outros mitos antigos associados ao câncer de mama ainda persistem no imaginário popular. Apenas 38% dos entrevistados estão certos, por exemplo, de que esquentar alimentos no micro-ondas não aumenta o risco de ter a doença. Além disso, 39% dos participantes não sabem dizer se é verdadeira a hipótese de que usar sutiãs com bojo, ou estruturados, poderia deixar a mulher mais suscetível ao tumor.

Metástase e estigma

Mais de 40% da amostra está convencida de que um câncer de mama se torna metastático porque a mulher teria demorado muito tempo para fazer os exames preventivos, uma percepção que reforça o estigma e o sentimento de culpa em relação aos tumores avançados. Na contramão desse pensamento, a literatura médica aponta que 30% dos tumores mamários vão progredir para metástase, mesmo quando identificados precocemente.

“Ter metástase não significa, necessariamente, que a paciente se descuidou da saúde”, reforça Márjori. “Mesmo quando descobertos em fase inicial, alguns tumores são bastante agressivos e podem evoluir muito rapidamente. Alguns são chamados de tumores de intervalo pois, muitas vezes, progridem de forma bastante considerável em poucos meses, no período entre a mamografia que a mulher já fez e a data do próximo exame”, explica.

Os dados também expressam uma visão equivocada da sociedade sobre a paciente metastática. Metade dos entrevistados não está convencida de que essas mulheres poderiam trabalhar, por exemplo. Não por acaso, 10% das pessoas ouvidas afirmam que não contratariam uma mulher com câncer de mama porque acreditam que ela poderia ter várias necessidades que comprometeriam o trabalho. Além disso, 17% da amostra acredita que essa mulher deveria estar 100% focada no tratamento e que o momento não seria o ideal para buscar emprego – esse porcentual sobe para 24% entre os entrevistados com 55 anos ou mais.

Ainda em relação à imagem que a sociedade tem da paciente metastática, os dados mostram que a visão de uma mulher frágil e abatida é recorrente. Cerca de 30% dos participantes acreditam que essas pacientes estão muito debilitadas para fazer exercícios físicos, por exemplo, e 31% têm dúvidas a esse respeito. Quase 60% dos entrevistados também não estão convencidos de que as pacientes poderiam ter uma vida sexual ativa, conforme a tabela abaixo:

Por outro lado, quando convidados a pensar sobre as atuais possibilidades de tratamento para o câncer de mama metastático, os entrevistados evidenciam um tom de otimismo. Mais de um terço dos participantes, ou 33% da amostra, acredita que a oncologia está avançando e que, hoje, já existem mulheres vivendo há muitos anos com a doença. Essa foi a principal resposta escolhida pelos brasileiros para a questão que avaliou a percepção que eles tinham sobre o tratamento. “De fato, se antigamente estávamos diante de um cenário sem alternativas, hoje a realidade é outra. Essas mulheres têm tido, com o avanço da oncologia, a oportunidade de viver mais e melhor”, conclui Márjori.


 

Prevalência do câncer de mama no Brasil: Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo concentram os casos

O câncer de mama é o tumor mais frequente entre as brasileiras, descontados os casos de câncer de pele do tipo não melanoma. A doença representa quase um terço do total de diagnósticos de tumores malignos previstos para o ano de 2019 no público feminino, ou 29,5% dos 59,7 mil novos casos estimados. Esse número é superior à soma das outras neoplasias mais comuns entre as mulheres do país: tumores colorretais, de colo de útero, pulmão e tireoide.

Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo são, respectivamente, as capitais brasileiras que apresentam as maiores taxas de prevalência do câncer de mama no Brasil. No mundo, as neoplasias mamárias também são as mais comuns entre as mulheres e representam a quinta principal causa de morte por câncer: foram 626 mil óbitos apenas no ano de 20182.

O grupo dos tumores mamários abriga, na verdade, doenças muito diferentes, cada uma delas com protocolos e tratamentos específicos. Grande parte desses tumores, entre 60% e 80% do total de casos, está relacionada aos hormônios femininos, estrógeno e progesterona. Esses hormônios atuam no tecido mamário, ligando-se a moléculas intracelulares, conhecidas como receptores. Há, também, os casos HER-2 positivos (nos quais há uma superexpressão do gene HER-2, que contribui para o crescimento descontrolado das células) e os triplo-negativos (negativos para estrógeno, progesterona e HER-2), que costumam se manifestar de forma mais agressiva, muitas vezes em mulheres jovens.

“O câncer de mama é uma doença com diferentes sobrenomes. É muito heterogênea e, por isso, existem casos mais ou menos agressivos. Saber de qual tumor estamos falando, em cada caso, ajuda no oferecimento do tratamento mais indicado para o paciente”, explica a oncologista Marina Sahade, titular do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês e médica-assistente do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

Câncer de mama metastático

O diagnóstico precoce é importante para reduzir o risco de metástase em mulheres com câncer de mama, mas até 30% das pacientes evoluem com progressão da doença e aparecimento de metástases mesmo que a enfermidade tenha sido detectada precocemente, o que evidencia a importância de opções terapêuticas capazes de satisfazer essa necessidade médica e beneficiar as pacientes. “Ter metástase não significa, portanto, que a paciente se descuidou da saúde. Existem tumores bastante agressivos. Alguns deles podem surgir no intervalo que naturalmente existe entre uma mamografia e outra”, afirma a oncologista.

De modo geral, o câncer de mama metastático representa um desafio para a comunidade médica, especialmente nos países em desenvolvimento, nos quais de 50% a 80% das pacientes são diagnosticadas com a doença já em fase avançada. Mas, com o avanço da ciência, já existem medicamentos que podem controlar o tumor por vários anos.

No paciente com câncer de mama metastático, o objetivo é ampliar o controle e aumentar a cronicidade (pacientes convivendo mais tempo com a doença, com bem-estar e qualidade de vida). “O câncer metastático não é uma sentença de morte no curto prazo, como se pensava antigamente. Se no passado as perspectivas eram limitadas para essas mulheres, hoje podemos pensar em um cenário de controle da doença e de manutenção da qualidade de vida, mesmo quando o diagnóstico ocorre em estágio avançado”, destaca a médica.

Uma doença multifatorial

O câncer de mama é uma doença multifatorial e o maior fator de risco é a idade: três em cada quatro casos são diagnosticados em mulheres a partir dos 50 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mas há outras condições relacionadas ao desenvolvimento da doença, entre elas aspectos ambientais, reprodutivos e genéticos. Cerca de 30% dos casos poderiam ser evitados, por exemplo, a partir da adoção de hábitos saudáveis de vida, como a manutenção do peso adequado, a prática de exercícios físicos e restrições quanto à ingestão de bebidas alcoólicas.


 

Reimaginando Outubro Rosa: ações com foco nas pacientes com câncer de mama avançado marcam o mês

A campanha Outubro Rosa tem como foco a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, fundamentais na luta contra a doença. Porém, dados preocupantes mostram que mais de 35% das mulheres descobrem o câncer de mama em estágio localmente avançado ou metastático (quando o tumor já se espalhou para outros órgãos). “Além dos altos índices da doença avançada, chama também a atenção que muitas dessas pacientes são jovens, em fase de pré-menopausa”, afirma o oncologista Dr. Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia e médico da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Pensando nisso, a Novartis, que tem mais de 30 anos de tradição em tratamento de câncer de mama, realiza a Campanha Outubro Rosa Choque, que dá visibilidade a estas mulheres. Este ano a campanha irá promover iniciativas para educar a população, buscar soluções e apoiar pacientes, multiplicando o alcance do debate.

Experiência sensorial que acolhe

Como parte do seu propósito de reimaginar a medicina, uma das ações da Novartis esse ano irá promover uma melhor experiência às pacientes durante um momento crítico e sensível: a sessão de quimioterapia. As pacientes poderão escolher qual dos cinco sentidos serão explorados, optando pelas atividades que mais lhe agradam. Estão entre elas: reflexologia, ambientação com iluminação especial, óleos perfumados, músicas relaxantes e kit de lanches saudáveis.

Kaliks pontua que as sessões de quimioterapia são muito desafiadoras para as pacientes. “Os efeitos físicos são mais conhecidos, mas há também o efeito psicológico. Tornar esse momento menos estressante, mais agradável e confortável, pode trazer um benefício enorme para as pacientes, ajudando-as a passar por esse processo”.

Existem estudos brasileiros que apontam para o estigma e o impacto emocional do câncer de mama, principalmente com relação a essa etapa do tratamento. Segundo especialistas, as pacientes enfrentam diversas emoções relacionadas a um diagnóstico de câncer: negação da condição de doença, sentimentos negativos para lidar com o adoecimento, enfrentam maior risco de finitude da vida, além do impacto na autoimagem, para citar alguns. A ideia da ação que contempla hospitais e clínicas de referência de São Paulo é trazer acolhimento e leveza para essas pacientes durante o mês de outubro.

Em busca de soluções tecnológicas para pacientes

Além da experiência sensorial, a Novartis também está promovendo outras atividades voltadas às pacientes com câncer de mama metastático. Em parceria com a Eretz.Bio, iniciativa da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein que fomenta o empreendedorismo e inovação em saúde no Brasil, a empresa lançou um desafio para as startups da incubadora: encontrar soluções para câncer de mama avançado.

O principal objetivo é ajudar as pacientes a entender seu subtipo da doença, considerando que normalmente elas demoram muito para ter essa informação, o que implica em não ter acesso ao melhor tratamento. O pitch das startups para a Novartis acontecerá no início da campanha Outubro Rosa Choque e as melhores soluções poderão ser contratadas pela farmacêutica que, só no ano passado, tratou mais de 10 milhões de pacientes no Brasil.

Para disseminar informação de qualidade

Com o objetivo de multiplicar informações para a promoção da saúde e bem-estar da população, a Novartis está apoiando a Série Saúde Brasil, programa exibido na TV Cultura que realiza documentários educativos sobre várias patologias, e irá fazer uma edição especial sobre câncer de mama metastático.

Novidades no tratamento de pacientes com câncer de mama avançado

1. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no dia 9 de setembro o registro do Piqray (alpelisibe). Trata-se do primeiro tratamento específico para pacientes com câncer de mama metastático HR+/HER2-, com mutação PIK3CA. Produzido pela Novartis, Piqray é indicado em combinação com o medicamento fulvestranto para tratar mulheres na pós-menopausa e homens[iii],iv.

2. Em junho, durante o principal congresso de oncologia do mundo, realizado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), foi apresentado um estudo que comprovou que o Kisqali (ribociclibe), da Novartis, aumenta significativamente as taxas de sobrevivência das pacientes com câncer de mama avançado tipo HR+/HER2-.v Utilizando o medicamento, a sobrevivência de mulheres jovens após 3 anos e meio de seguimento chegou a 70% contra 46% das que receberam o tratamento padrão e a taxa de mortalidade foi 29% menor do que quando as pacientes receberam placebo.


 

Hospital Erasto Gaertner lança campanha Outubro Rosa

O Hospital Erasto Gaertner (HEG), de Curitiba (PR), lança oficialmente a campanha Outubro Rosa, de prevenção do câncer de mama e do colo do útero. Durante todo o dia, haverá uma programação extensa, no estacionamento do hospital, que incluirá oficinas de maquiagem, de amarração de lenços, além de food trucks e ações informativas para os participantes do evento. O lançamento da campanha será apenas o pontapé inicial de um mês inteiro de atividades pensadas para envolver e conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde da mulher.

O Outubro Rosa do Hospital Erasto Gaertner está também dentro do projeto Conscientizar +, criado pela instituição, que tem como principal objetivo mobilizar a sociedade para causas que envolvem responsabilidade social e saúde. O projeto é realizado durante quatro meses ininterruptos, em referência aos quatro tipos de câncer com grande influência na população brasileira: os cânceres infantojuvenil (no Setembro Dourado), de mama (no Outubro Rosa), próstata (no Novembro Azul) e pele (no Dezembro Laranja).

Números e eficácia da campanha Outubro Rosa

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 40 mil mulheres recebem, anualmente, o diagnóstico de câncer de mama no Brasil. Dados do Registro Hospitalar de Câncer do Erasto Gaertner apontam que, dos mais de 2.500 novos casos de câncer registrados, em média, anualmente, 23,4% deles são de mama e 7,3% de colo de útero.

A prevenção ainda é a melhor aliada no combate à doença, por isso, durante o Outubro Rosa, o HEG, que é referência no combate ao câncer no sul do Brasil, estará com seus profissionais nos principais meios de comunicação para informar e orientar o público sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer.

Atualmente, 50% das pacientes com câncer de mama, que chegam ao Hospital Erasto Gaertner, apresentam a doença nos estágios iniciais, nos quais os índices de cura são superiores a 90%. Em relação ao câncer de colo de útero, isso também tem acontecido. Nos últimos dez anos, foi registrado um aumento no número de carcinoma in situ (tumor de crescimento restrito à área de origem) no momento do diagnóstico, o que, certamente, apresenta maiores chances de cura. Para a direção do hospital, os números estão ligados diretamente aos movimentos e campanhas de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e da informação, uma arma poderosíssima no combate a qualquer tipo de doença.

Programação

Com o objetivo de mobilizar toda a sociedade e alcançar o maior número de pessoas com suas informações, o Hospital Erasto Gaertner estará presente em diversos eventos e ações no Paraná.

No dia 5 de outubro, sábado, o Serviço de Cirurgia Plástica do HEG realiza um mutirão de cirurgias de reconstrução mamária que vai beneficiar 20 mulheres (avaliadas e agendadas previamente) submetidas à mastectomia – retirada da mama ou parte dela devido ao câncer. Entre outros objetivos, o mutirão  busca melhorar a autoestima dessas pacientes, proporcionando melhor qualidade de vida e influenciando positivamente no combate à doença.

No dia 06 de outubro, domingo, haverá ainda a Caminhada Cuide-se Agora Cuide-se Sempre, realizada em parceria com o Conselho da Mulher Empresária de São José dos Pinhais. Serão aproximadamente 5km de percurso, com saída, às 8h, do Parque de São José dos Pinhais. Além da caminhada, os participantes poderão realizar exames (teste rápido); receber orientações; aproveitar uma feira de produtos orgânicos; food trucks para alimentação e muito mais.

No dia 7 de outubro, segunda-feira, o grupo de palhaços Especialistas da Alegria, do Hospital Erasto Gaertner, levará a campanha Outubro Rosa para o Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba. A ação, que busca conscientizar sobre a prevenção do câncer de mama e de colo de útero, é voltada para os pais e responsáveis dos alunos, mas ensinando também as crianças desde cedo que prevenir é sempre o melhor remédio.

E, como nos anos anteriores, um  dos momentos mais esperados da programaçãodo HEG é o evento Outubro Rosa Curitiba, promovido por membros do Harley Owners Group Curitiba (HOG), em prol do Hospital Erasto Gaertner. Mais de mil motociclistas de diversas partes do Brasil e de países vizinhos se reunirão na capital paranaense, de 11 a 13 de outubro, com o objetivo de arrecadar recursos para o HEG. A novidade deste ano é o festival Rock´n´Road, que reunirá, na Pedreira Paulo Leminsk grandes nomes do rock nacional e local, em prol do Erasto. Serão 12 horas de muita diversão, com música de Raimundos, Marcelo Falcão, Frejat, Ira! e Motorocker, entre outras atrações. Haverá ainda ma exposição de motos customizadas, estúdio de tatuagem, brinquedos radicais, espaço kids, lounge para descanso, SPA, além de espaço gourmet formado por food trucks e restaurante.


 

#MeTrateDireito – Para cada paciente, um tratamento é o mote do 11º Outubro Rosa da FEMAMA

Em outubro, o Brasil inteiro volta os olhares e se mobiliza em prol da conscientização do tipo de câncer mais incidente entre mulheres: o de mama. Pelo 11º ano seguido, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), responsável por trazer o Outubro Rosa de forma organizada para o Brasil, lança sua campanha nacional para colocar em pauta o acesso à personalização do tratamento.

O tema deste ano é #MeTrateDireito – a iniciativa visa estimular o empoderamento dos pacientes, pautada na busca por um tratamento personalizado, na luta pelo respeito enquanto paciente com câncer e na defesa pelos seus direitos como ser humano. “Assim como toda mulher é única, cada câncer de mama também é bastante singular. Os pacientes precisam receber o tratamento mais adequado para cada caso, sempre tendo seus direitos respeitados como cidadão e como pessoa, individualmente, desde o diagnóstico, tratamento e controle da doença”, afirma Maira Caleffi, presidente voluntária da FEMAMA e Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento.

Nos últimos anos, os avanços na medicina têm conseguido proporcionar mais qualidade de vida, maiores chances de cura e novas estratégias para o diagnóstico individualizado, o que mudar o tratamento e as perspectivas de cada paciente. A medicina personalizada tem ganhado força e se mostrado como o melhor caminho para tratamentos mais eficazes. “Os exames genéticos e moleculares são uma importante ferramenta para definir previamente a chance de desenvolver a doença e permitir a elaboração da melhor estratégia para seu enfrentamento. As mutações que cada câncer carrega, suas alterações genômicas, as características do tumor, bem como as respostas a terapias são fatores que guiam para o melhor tratamento”, comenta Maira.

Luta por direitos

Atualmente, o Brasil enfrenta grandes desafios na assistência oncológica. O mais recente relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado em setembro, revelou que 56% dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) têm seu diagnóstico confirmado quando o câncer já está em estágio avançado – confirmação, essa, que está sendo dada em uma média de 200 dias a partir da primeira consulta, conforme auditoria realizada pelo tribunal.

A ampliação do acesso ao diagnóstico ágil e a tratamentos mais assertivos nos sistemas públicos e privados de saúde é uma luta antiga da FEMAMA e suas ONGs associadas. A campanha #MeTrateDireito também multiplica informações sobre as possibilidades de tratamento, promovendo empoderamento para que os pacientes possam participar ativamente das decisões que serão tomadas ao longo da sua jornada de enfrentamento do câncer.

“Todos pacientes devem ter acesso às melhores opções para garantir o controle efetivo do câncer de mama, por isso lutamos para que consigam ter seu diagnóstico em tempo hábil e um tratamento eficaz para assegurar qualidade de vida e possibilidade de cura”, reforça a presidente voluntária da FEMAMA. “Sabendo de seus direitos essas pacientes também podem se tornar agentes transformadores da realidade brasileira da assistência oncológica”.

Caminhadas das Vitoriosas

Em todo o Brasil, as ONGs associadas à FEMAMA promoverão ações locais relativas à conscientização sobre o câncer de mama durante todo o mês de outubro. Uma dessas ações é a Caminhada das Vitoriosas, importante mobilização que leva às ruas a celebração pela vida e reivindicações que encorajam as pessoas a exigirem seus direitos, respeito e tratamento personalizado do câncer.

Elas ocorrem em diversos estados, estando já confirmadas no Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina. Todas as demais atualizações, informações e materiais sobre a campanha #MeTrateDireito – Para cada pessoa, um tratamento estão disponíveis no site da campanha.

“Este é o mês em que a batalha contra o câncer de mama ganha maior visibilidade, por isso damos voz aos pacientes que lutam por um objetivo em comum: a vontade de viver com qualidade. Pretendemos chamar a atenção para o respeito aos direitos e cuidados necessários com cada paciente, que merece ter conhecimento da doença, de suas peculiaridades, e ser tratado com um olhar singular diante de sua vivência com o câncer“, conclui.

Ações em parcerias

Além da campanha #MeTrateDireito, que conta com o investimento social de AstraZeneca, Condor e Novartis, a FEMAMA realiza parceria especiais com diversas empresas durante o Outubro Rosa para levar a mensagem da conscientização para o câncer de mama adiante. Veja:
 
Adidas

Com a criação de uma camiseta rosa, exclusiva dos times São Paulo e Flamengo, em apoio à luta contra o câncer de mama, parte do valor obtido com as vendas será revertido para a FEMAMA. O lançamento oficial das camisetas e da campanha Outubro Rosa FEMAMA 2019 foi realizado no dia 28 de setembro no Maracanã.
 
Condor

Parte do valor da venda de kits de escova para cabelos, escova de dentes feminina, vassoura e esponja será revertida à FEMAMA pela Condor. Além disso, a marca realizará a ação Like do Bem, que associa curtidas no Facebook a um valor adicional a ser revertido à Federação. Quanto mais likes a ação receber, maior será o valor doado à FEMAMA.

Saque e Pague

Empresa de tecnologia com uma rede de mais de 1.300 terminais, presente em 20 estados e com mais de 40 parceiros, disponibilizará seus displays de autoatendimento no país para que a sociedade apoie a Campanha Outubro Rosa FEMAMA 2019 e faça doações.


 

Fafá de Belém é a nova madrinha do Outubro Rosa do Hospital de Amor

Conhecida pela voz marcante e por suas gargalhadas inconfundíveis, a cantora Fafá de Belém acabou de ser empossada como a nova madrinha do Outubro Rosa do Hospital de Amor (atual nome do Hospital de Câncer de Barretos). Na semana passada, a artista visitou o hospital, em Barretos (SP), para conhecer de perto o trabalho que é realizado na instituição para prevenção de câncer de mama. “Tenho profunda admiração pelo trabalho humanizado feito pelo Henrique Prata e fui surpreendida por com esse convite feito por ele. Fiquei muito emocionada, pois entendo que a pessoa pública tem que devolver todo esse amor que recebe em forma de solidariedade e fraternidade”, afirma Fafá

Henrique Prata, presidente do Hospital de Amor, conta que é uma honra receber a Fafá de Belém no Hospital de Amor e tê-la como madrinha do Outubro Rosa 2019. “Com certeza ela irá contribuir muito para que mais mulheres façam a prevenção e realizem o exame de mamografia”.

Alerta

O Hospital de Amor alerta sobre um dos fatores que aumentam a gravidade do câncer de mama: a falta de exames preventivos.

Para a Dra. Silvia Sabino, médica radiologista do Hospital de Amor, o diagnóstico precoce de câncer aumenta a sobrevida em 95% em casos de mama. “Incentivar a mulher sem sintomas a realizar regularmente a mamografia aumenta a chance do diagnóstico precoce e de salvarmos vidas. No ano passado, dos 1.296 casos de câncer de mama diagnosticados, 73,5% deles estavam em fase inicial, assim, conseguimos salvar a vida de 2 mulheres ao dia, que estavam completamente assintomáticas”, explica.

A especialista ressalta também que, o paciente deve voltar a fazer exame em qualquer sintoma mamário como nódulo palpável ou descarga pelo mamilo. Ganhamos tempo no diagnóstico de cânceres de intervalo, aqueles que aparecem entre dois intervalos de mamografias de rotina, já que o ‘câncer de intervalo’ é caracterizado como tumores agressivos que precisam de diagnóstico e tratamento rápido e efetivo”, alerta.


 

De Bem com Você – a Beleza contra o câncer estima mais de 2.000 mulheres em tratamento oncológico em Outubro Rosa

Foto: Gui Moana

O Programa De Bem com Você, a Beleza contra o câncer, coordenado pelo Instituto Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) vai realizar oficinas de automaquiagem, ministrar palestras e ações especiais em 23 cidades, de 8 estados, para mulheres em tratamento oncológico, durante o Outubro Rosa.

Neste ano, o De Bem com Você, a Beleza contra o câncer atenderá também adolescentes de 14 a 17 anos, em parceria com o GRAACC. Nos dias 17 e 18 de outubro serão realizadas várias oficinas especiais na calçada da FIESP, na av. Paulista, das 9h até 17h. O projeto 2019 vai envolver 250 voluntários e 41 hospitais, ONGs e Casas de Apoio parceiros, representando um dos maiores projetos para a causa já realizado no Brasil.

“Queremos chamar a atenção sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, como também investir na recuperação da autoestima em mulheres que já estão em tratamento oncológico”, explica Claudio Viggiani, presidente do Instituto ABIHPEC, entidade que coordena o De Bem com Você, a Beleza contra o câncer.

A maior parte das atividades especiais envolvem diversos parceiros como a ONCOGUIA, o GRAACC, o COMSAUDE da FIESP, o Coletivo Pink, o Instituto Quimioterapia e Beleza, de Flavia Flores, embaixadora do programa De Bem com Você, entre outros. Segundo Viggiani, essas ações são fundamentais para aumentar a visibilidade sobre o programa, permitindo assim o alcance de um número significativamente maior de mulheres, pacientes em tratamento contra o câncer. “Considerando todo esse escopo, o projeto terá um aumento de 25% no número de pacientes atendidos em relação ao ano passado”, afirma.

Ainda na sua opinião, “é cada vez mais significativo o engajamento da sociedade com a causa do Outubro Rosa. As manifestações nesse sentido podem ser observadas de maneira crescente a cada ano. Até mesmo no visual das cidades, que aproveitam a data para ‘vestir ou iluminar seus edifícios com a cor rosa e propagar as mensagens sobre a necessidade de cuidados em relação à doença, bem como a necessidade de diagnóstico precoce para o câncer de mama. Muitas organizações também desenvolvem ações muito efetivas de forma a envolver um número expressivo de mulheres.”

Em 2018, foram atendidas mais de 6 mil mulheres em cerca de 500 oficinas. Durante o Outubro Rosa a meta do programa De Bem com Você, a Beleza contra o câncer é atender 5 vezes mais mulheres do que em um mês regular.


 

Pró-Saúde une campanhas de prevenção ao câncer e propõe nova abordagem para estimular prevenção

Uma das maiores gestoras de serviços hospitalares do país, a Pró-Saúde vai levar para seus mais de 1,1 milhão de pacientes atendidos todos os meses e 16 mil funcionários nas unidades que gerencia, uma outra abordagem de prevenção ao câncer de mama e de próstata.

A entidade filantrópica lança nesta semana o seu “Outubro Rosa e Novembro Azul”, unindo na mesma campanha a temática feminina e masculina. “Entendemos que a prevenção não é uma prática individual, especialmente quando as pessoas convivem em locais de rotina coletiva, como no trabalho ou em casa”, reforça Fernando Paragó, diretor Corporativo Médico.

Na campanha desenvolvida pela Pró-Saúde, a narrativa é resumida no slogan “Prevenção do câncer é um assunto de família”. “As pessoas têm o hábito de postergar cuidados preventivos. Por isso, colegas de trabalho ou integrantes da família podem exercer um papel importantíssimo de estímulo e conscientização”, ressalta.

A campanha mostra mulheres dizendo frases de alerta e de apoio para que homens possam realizar o exame preventivo ao câncer de próstata e vice-versa. No Brasil, dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), mostram que todos os anos, o câncer de mama tira a vida de mais de 16 mil mulheres e o câncer de próstata é responsável pela morte de 15 mil homens — mesmo diante de um quadro em que a descoberta precoce da doença aumenta (e muito) as chances de cura.

A Pró-Saúde faz a gestão de 22 unidades localizadas em todas as regiões do país — desde hospitais sediados em grandes centros urbanos até em áreas remotas, incrustadas na floresta amazônica. “Todos os anos, buscamos dialogar com nosso público atendido por meio de campanhas de conscientização. É uma prática contínua e necessária, que envolve também os profissionais médicos, de Enfermagem e farmacêuticos”, explica Paragó.

Segundo ele, o alerta estimula as pessoas a desenvolverem práticas preventivas e as campanhas funcionam como um impulso para o diálogo.


 

Congelamento de óvulos é alternativa para mulheres em tratamento de câncer

O Outubro Rosa faz parte do calendário mundial da saúde por ser um movimento de conscientização à prevenção do câncer de mama, assim como o alerta para o seu diagnóstico precoce. No Brasil, o câncer de mama é o tipo de doença mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Diante do tratamento do câncer de mama, as pacientes podem ser submetidas à quimioterapia e radioterapia, que podem causar insuficiência ovariana e desencadear uma menopausa precoce e, consequentemente, a infertilidade.

“Não são todas as pacientes em tratamentos de câncer que acabam perdendo sua fertilidade. Tudo isso depende do tipo e da intensidade do tratamento realizado, mas o congelamento de óvulos é indicado para preservar a fertilidade de mulheres em idade reprodutiva e deve ser feito antes da mulher se submeter à quimioterapia e em algumas situações à radioterapia”, explica o médico Matheus Roque, mestre em Reprodução Humana pela Universidade Autonoma de Barcelona e Doutor em Ginecologia e Obstetrícia pela UFMG.

O congelamento de óvulos também é indicado para mulheres que desejam postergar ou não tenha definido se deseja uma gestação no futuro.  A idade ideal para isso acontecer é abaixo dos 35 anos, apesar de não existir uma contraindicação sobre realizar esse procedimento em idades mais avançadas. Mesmo feito esse procedimento, há também a chance da mulher ter uma gravidez de forma natural, mas se isso não ocorrer, esses óvulos podem ser utilizados para uma reprodução assistida.

Com o passar dos anos, o relógio biológico feminino diminui a quantidade e a qualidade dos óvulos que a mulher possui, uma vez em que ela já nasce com todos os óvulos que terá durante toda a sua vida, até que chegue um certo limite e entre em menopausa.

“Talvez ainda mais importante que a diminuição da reserva ovariana esteja o fato da piora da qualidade dos óvulos, que também ocorre com o passar dos anos. Esta piora leva a uma menor chance de gravidez, maiores riscos de abortamentos e síndromes com o avanço da idade. Estas alterações passam a ser mais significativas após os 36 anos de idade”, salienta o especialista.

O objetivo do congelamento de óvulos é mostrar claramente às mulheres que as chances de gravidez de maneira natural ou com tratamentos caem drasticamente com o avançar da idade. Assim como ocorre um aumento no risco de aborto e de doenças genéticas.

“Porém, existe uma tendência mundial em que as mulheres estão adiando o momento para iniciarem a tentativa de engravidar. Isso faz com que as chances de gravidez diminuam e que aumente o número de pacientes inférteis. E a única maneira de tentar evitar os danos que a idade causa sobre o potencial reprodutivo da mulher, é através da Preservação de Fertilidade – com o congelamento de óvulos ou embriões, o que dá total autonomia para a mulher decidir em qual idade quer ser mãe, assim como preservar a fertilidade de mulheres diagnosticadas com  câncer”, enfatiza o médico.

Tratamento gratuito

O Hospital Pérola Byington, em São Paulo (SP), oferece desde 2010 o congelamento de óvulos para mulheres em tratamento contra o câncer de forma gratuita. A única restrição, entretanto, é que as mulheres tenham até 35 anos e não estejam com câncer em estágio avançado. Ela não precisa necessariamente estar em tratamento oncológico na instituição. Para mais informações sobre o cadastramento, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3104-2785.


 

Abordagem humanizada é tema de estudo no tratamento ao câncer

Um projeto desenvolvido na Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico, unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro, provou a eficácia da abordagem humanizada na estratégica para garantir a aderência dos pacientes ao tratamento e o aumento dos resultados positivos dessa experiência. O estudo foi destaque na sessão de pôsteres do Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) 2019. Na pesquisa, uma enfermeira voltada especificamente aos cuidados do câncer de mama realizou avaliações telefônicas, ao longo de 2018, para resolução de sintomas precoces de atividade de pesquisa de toxidade.  Durante 17 meses, o estudo consultou 200 pacientes, com média de idade de 52,4 anos, que concluíram o tratamento de câncer de mama. Desse total, 65%, ou 139 delas, receberam quimioterapia auxiliar. O grupo restante (30.5%) recebeu quimioterapia auxiliar programada. Durante o diagnóstico, 50 pacientes (25%) estavam no estágio 1; 101 (50,5%) no estágio 2; e 49 (24,5%) no estágio 3.  A comparação entre atividade de pesquisa de toxidade feita antes e depois revelou que não há diferenças significativas em relação à idade, uso de touca térmica (crioterapia), tempo de quimioterapia e fator estimulante. Nesse universo pesquisado, houve, somente, nove pacientes com progressão do câncer e quatro mortes. No geral, a taxa de sobrevivência foi de 99,2%  e 95,1%, respectivamente.

De acordo com a oncologista dra. Daniele Ferreira Neves – uma das autoras do estudo, juntamente, com a oncologista dra. Juliana Ominelli –, o resultado do trabalho  demonstra o saldo positivo das avaliações humanizadas por telefone: “No dia a dia do atendimento da clínica, o trabalho envolve uma equipe multidisciplinar – composta por enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, e nós, oncologistas. Especialmente nessa pesquisa, foi feito contato telefônico pela enfermeira especializada em cuidado oncológico, com mulheres em tratamento de câncer de mama cinco dias depois de cada ciclo da quimioterapia. A partir desse trabalho, conseguimos coletar informações mais detalhadamente e detectar as toxicidades e efeitos colaterais mais intensos dessas pacientes antes do surgimento de adversidades mais graves”, explica dra. Daniele Ferreira.

“Os benefícios dessas avaliações são evidentes, porque permitiram reduzir, significativamente, o tempo de atraso do tratamento quando comparado às pacientes que não receberam as ligações da equipe interdisciplinar. E também, porque, muitas vezes, as pacientes não relatam os efeitos colaterais aos médicos ou não retornam à nossa unidade”, completa a médica.

Assista ao vídeo e conheça os detalhes:


 

Organização que realiza cursos gratuitos de saúde mamária para voluntários organiza Caminhada Rosa na Paulista

A organização de União e Apoio no Combate ao Câncer e Mama (UNACCAM) realiza,no dia 6 de outubro, a caminhada Unidos Somos Mais Fortes, que atravessará a avenida Paulista em direção à Casa das Rosas, reunindo Ongs, parceiros, amigos e pessoas que já tiveram câncer de mama, todos vestidos de rosa.

A ação tem como objetivo chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce da doença. “Quem procura acha, quem acha cura! Unidos somos mais fortes”, diz Clarisia Ramos, presidente voluntária da UNACCAM e filha da idealizadora do projeto, Dona Ermantina Ramos.

A UNACCAM, fundada em 2001, foi pioneira na criação de iniciativas educacionais em saúde mamária para capacitar voluntários no atendimento correto a pacientes com câncer. Os cursos têm duração de quatro meses e são ministrados uma vez por semana na Assembleia Legislativa de São Paulo, gratuitamente.

“Na época, minha mãe percebeu que os voluntários precisavam de informações técnicas e orientações específicas para fazerem o acolhimento adequado e humanizado a pessoas com câncer. Essa abordagem faz toda a diferença para quem está enfrentando a doença”, conta Clarisia.

O trabalho realizado pela UNACCAM tem como objetivo diminuir a taxa de mortalidade por câncer de mama, incentivando a conscientização, diagnóstico precoce e a realização de pesquisas em torno do assunto.

Desde a fundação da instituição, mais de mil voluntários de 27 ONGs, além de pessoas em busca de orientação e sem ligação com instituições, já foram capacitadas pela UNACCAM. A organização realiza, ainda, palestras e congressos em empresas, hospitais, comunidades, igrejas e outros espaços, levando conhecimento sobre prevenção e diagnóstico precoce.

Além do braço educacional, a UNACCAM iniciou, recentemente, uma frente de assistência com serviço de terapia direcionado a famílias de pacientes com câncer. A instituição também doa cerca de 250 mamografias e 10 atendimentos dermatológicos por ano para pacientes oncológicos. Todos os serviços são gratuitos e disponibilizados mediante a inscrição/disponibilidade de vagas.


 

Câncer de mama: é possível identificar predisposição para o problema?

Dentre as ocorrências de câncer no Brasil, o de mama é o segundo mais comum e o que causa mais mortes por câncer em mulheres, de acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Em 2019, mais de 59 mil casos são estimados. Diante desses dados, o Outubro Rosa foi criado no começo da década de 90 com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

São diversos os fatores de risco que podem desencadear o desenvolvimento do tumor, dentre eles os endócrinos, comportamentais, influências do ambiente e fatores genéticos e hereditários.

Para mulheres que possuem casos de câncer de mama na família, é necessário atenção. Mutações em determinados genes transmitidos hereditariamente podem indicar uma predisposição para o surgimento do problema. A realização do autoexame de toque e da mamografia são de extrema importância, porém, no caso da suspeita de risco genético, alguns exames complementares também podem ser fundamentais.

“Ao realizar um teste genético, é possível identificar se existe uma mutação dos genes associados a este tipo de câncer, como o BRCA1 e BRCA2. Ao verificar esta alteração e a existência do risco, pode-se estabelecer um plano de vigilância, diferente do adotado pela população normal, no qual a mulher irá realizar anualmente ressonâncias magnéticas e mamografias desde idade precoce”, explica João Bosco Oliveira, médico imunologista e geneticista, sócio-fundador da Genomika Diagnósticos, laboratório pioneiro de genética clínica. A detecção precoce da doença permite um tratamento menos agressivo e menor chance de morte.

Em algumas situações, como no famoso caso da atriz norte-americana Angelina Jolie, a identificação do alto de risco de surgimento do câncer de mama pode auxiliar a mulher na tomada de decisão para realizar medidas como a mastectomia. De acordo com os testes realizados pela atriz, os médicos estimaram que o risco que ela possuía em desenvolver o tumor era de mais de 80% por conta de sua herança genética. Sendo assim, Angelina optou pelo procedimento que consiste em retirar os seios.

Exames como esse, hoje em dia, já estão bem mais acessíveis, podendo ser realizados em laboratórios de genética clínica. Como no caso de Angelina Jolie, especificamente para avaliar probabilidade de câncer, existe o exame chamado Painel Ampliado de Risco Hereditário do Câncer. “Esse teste avalia 44 genes associados a diversos tipos de câncer, como mama, intestino, próstata, endométrio, entre outros. A partir dos resultados, o paciente, em conjunto com seu médico, pode planejar o melhor programa de prevenção para a doença, com dados personalizados baseados na sua constituição genética”, explica João Bosco Oliveira.

Para o paciente, o processo de coleta para a realização do sequenciamento genético, etapa presente em todos esses exames, é simples. É realizada uma coleta da amostra, que pode ser de sangue ou saliva. Com isso, ela é processada no laboratório, onde é realizada a extração do DNA que está presente nas células. Após essa etapa, é feito o processamento da amostra e o sequenciamento de segunda geração para analisar a sequência do DNA amplificado em milhares de vezes. Todo esse processo é executado com o auxílio de robôs que agilizam e dão mais segurança e precisão ao processamento das amostras.

O acesso a esse exame, hoje em dia, também é facilitado. Com a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar de 2013, os testes de sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 passaram a integrar o rol de exames genéticos cobertos integralmente pelos planos de saúde. Caso o paciente preencha alguns critérios e pré-requisitos determinados pela ANS, é possível fazer esses testes através dos convênios.


 

Scanner detecta câncer de mama em 15 minutos

Em pleno Outubro Rosa, período em que várias campanhas de conscientização sobre o câncer de mama são realizadas, boas notícias surgem. Os avanços tecnológicos estão sempre voltados para aparelhos que facilitem o cotidiano ou robôs de todos os tipos, que chegou ao mercado uma nova ferramenta para ajudar as mulheres: um scanner de mama. O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e a segunda causa de mortalidade feminina no mundo.

A invenção é fruto de pesquisas e estudos que focam no corpo feminino, um novo ramo  denominado de Femtech. O scanner, conhecido como termografia de mama, é capaz de detectar os primeiros sinais de câncer de mama ao medir as mudanças de temperatura da pele (à medida que as células cancerígenas crescem e se multiplicam, o fluxo sanguíneo para a área aumenta e isso eleva a temperatura da pele).

A tecnologia não invasiva e que também não emite radiações no corpo da mulher é capaz de identificar tumores presentes no tecido mamário. Um deles é o Braster. De acordo com o fabricante, é possível detectar sinais de câncer de mama em 15 minutos. Após essa avaliação, o aparelho envia imediatamente os dados para um aplicativo, os quais serão analisados pela equipe médica da empresa. A termografia tem uma taxa de precisão de de 95% contra 87% da mamografia, segundo os pesquisadores.

Informações: www.biocare.net.br


 

Reconstrução da mama é fundamental para a recuperação da autoestima da mulher

A retirada da mama decorrente a um câncer é uma decisão difícil para a mulher porque afeta diretamente a autoestima da paciente. Por isso, a reconstrução mamária é um procedimento importante para a recuperação. Segundo o chefe da divisão de cirurgia plástica do Hospital Universitário Gafrée e Guinle, do Rio de Janeiro (RJ), e presidente do Instituto Carlos Chagas, Ricardo Cavalcanti Ribeiro, a reconstrução mamária é uma etapa fundamental na recuperação emocional da mulher. “A cirurgia de reconstrução mamária é muito importante na reintegração da mulher portadora do câncer de mama na sociedade. É uma oportunidade única para a recuperação da autoestima da mulher”, conta o cirurgião.

Nas Américas, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, sendo a segunda principal causa de morte entre esse público. Estima-se que, em 2012, 408 mil mulheres foram diagnosticadas com a doença e mais de 92 mil morreram devido ao câncer no continente. Entretanto, se o câncer de mama for detectado precocemente é possível ser tratado com eficácia.

A cirurgia de reconstrução mamária é garantida por lei pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A legislação determina que a reconstrução seja feita logo após a mastectomia ou, se a mulher não tiver condições clínicas para isso, que ela seja acompanhada por um médico para que possa fazer a cirurgia reparadora assim que tiver condições. A divisão de cirurgia plástica do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle tem três salas de cirurgias de alta complexidade sendo uma destina exclusivamente para a reconstrução mamária. “A criação de uma sala específica para a reconstrução mamária representa uma grande conquista para as mulheres mastectomizadas e um marco na saúde pública do Rio de Janeiro”, destaca Ribeiro.

Além disso, o hospital oferece um mutirão permanente de cirurgias plásticas com foco em reconstrução de mama, além de tumores cutâneos e cirurgias da intimidada.


 

Artigo – Um novo olhar para o Outubro Rosa

O primeiro Outubro Rosa ocorreu em 1986 e foi criado por uma organização-não-governamental americana, a Fundação Susan G. Komen for the Cure.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres.

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer nas mulheres brasileiras.

Observa-se um aumento de casos de câncer de mama entre mulheres mais jovens nos últimos anos, no Brasil e no mundo. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência hoje está entre 4% e 5% dos casos, faixa etária em que historicamente apenas 2% eram observados. Aspectos associados aos fatores de risco, que têm relação com o estilo de vida, estão mais presentes: menor número de filhos, gestação tardia, alimentação inadequada e correria do dia a dia podem influenciar no aparecimento precoce de tumores de mama.

A própria Fundação Susan G. Komen for the Cure surgiu a partir da experiência da fundadora (Nancy Brinker). Sua irmã (Susan G. Komen) teve um câncer de mama aos 33 anos. A vivência da pouca atenção e de ambientes de baixo acolhimento às mulheres com a doença – além dos limitados recursos de pesquisa – motivaram a criação de uma organização que lutasse por melhor qualidade e atendimento para eficácia nos tratamentos.

O Outubro Rosa é hoje um movimento internacional. A conscientização provê informações sobre detecção precoce (através da mamografia e do reconhecimento de alterações nas mamas como nódulos) e fatores de risco (como obesidade, terapia de reposição hormonal, ingestão de álcool e sedentarismo, além da genética).

O diagnóstico precoce possibilita que as chances de cura sejam muito maiores. Por isso, é preciso que as mulheres conheçam o seu corpo e suas mamas, estejam atentas a qualquer alteração que possa indicar uma anormalidade e procurem um médico imediatamente quando tiverem uma suspeita. Além disso, deve-se realizar os exames de mamografia periodicamente.

A conscientização, o diagnóstico precoce e melhores tratamentos devem andar juntos. Um novo olhar vem ocorrendo por meio de várias intervenções que identificam como planejar o cuidado integral da portadora. Um planejamento de tratamento que alinhe as vivências e singularidades da mulher e os objetivos e demandas da terapia conduzem, com sucesso, à confiança mútua.

Criar empatia com a paciente, entender o momento de vida em que Ela está, suas necessidades e desejos faz parte do tratamento que oferecemos na Oncologia Vera Cruz, onde acreditamos no cuidado integral das pacientes.

 

Susana Ramalho é especialista em oncologia clínica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Oncologia. É mestre em Oncologia Mamária e doutora em Oncologia Ginecológica pelo CAISM/Unicamp. Susana também é preceptora dos residentes de oncologia clínica do CAISM/Unicamp e integra a equipe de oncologia do Hospital Vera Cruz, de Campinas (SP)

 


 

Consultas sem custo são oferecidas a mulheres no Outubro Rosa

Durante todo o mês de combate ao câncer de mama, um grupo formado por 150 médicos e dentistas de atuação na saúde privada, vai oferecer consultas sem custo a mulheres de diversas regiões do p

aís. A ação intitulada Doctoralia Solidária pela Saúde da Mulher é vinculada ao Outubro Rosa e conta com o trabalho voluntário de profissionais de seis especialidades: ginecologia, dermatologia, cardiologia, endocrinologia, cirurgia plástica, além de odontologia. A iniciativa é da Doctoralia, maior plataforma de agendamentos de consultas do mundo.

Para agendar a consulta sem custo, basta acessar o site ou aplicativo da Doctoralia, clicar no banner da campanha e marcar seu horário pela plataforma de acordo com a disponibilidade de especialistas na cidade em que a paciente está. Nas localidades que não são cobertas pela campanha, o banner não será exibido.

“Nosso objetivo é incentivar o cuidado com a saúde da mulher e, consequentemente, a prevenção de doenças como o câncer de mama”, conta a Dra. Lauriene Pereira, ginecologista que é membro da rede da Doctoralia.

Atrás apenas do tumor de pele não melanoma, o câncer de mama é o que mais acomete mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país terá 59 mil novos casos até o final de 2019. A adoção de uma vida saudável, com a prática regular de exercícios físicos e alimentação balanceada, é uma grande aliada da prevenção. Ainda segundo o INCA, esses hábitos podem reduzir em até 28% o risco de desenvolvimento da doença.

“Além disso, a realização de consultas e exames de rotina é fundamental para que haja um possível diagnóstico precoce, fator que aumenta as chances de cura do câncer de mama em 95%”, completa a médica.

Apesar de serem mais atentas à saúde do que os homens, ainda há muitas mulheres que não vão regularmente ao ginecologista, além daquelas que nunca passaram por uma consulta médica na vida. “Por isso estamos repetindo a ação pelo segundo ano consecutivo e pretendemos realizar muitas outras daqui pra frente”, conta o CEO da Doctoralia, Cadu Lopes.

A primeira edição da Doctoralia Solidária aconteceu em junho de 2018, em alusão ao Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher. No mesmo ano, a empresa realizou também a campanha voltada para os homens, aproveitando o Novembro Azul.


 

Artigo – Que não seja apenas um, mas sim 12 meses rosas!

Entramos no Outubro Rosa, movimento mundial criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre o câncer de mama. No mundo, e o Brasil se inclui nisso, o câncer de mama é um dos desafios no cenário atual de envelhecimento populacional.

Segundo a Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil (Inca), o número de casos estimados de câncer de mama feminina em nosso país, para este ano, é de quase 60 mil. Só em nossas capitais, esse número corresponde a quase 20 mil novos casos a cada ano.

No ano passado, foram 16 mil óbitos de mulheres. A taxa bruta de mortalidade por esse câncer foi de 15,4 óbitos por 100 mil mulheres no país. As maiores taxas foram nas regiões Sul e Sudeste, chegando a atingir mais de 20 óbitos por 100 mil mulheres no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

Não podemos de forma alguma ignorar esses altos índices de casos e óbitos por conta da doença. Trata-se do tipo de câncer que mais atinge as mulheres em nosso país e, excetuando-se os tumores de pele não melanoma, é também o que mais mata. Isso é uma realidade que precisa ser considerada.

A maior dificuldade para conseguir realizar a mamografia e iniciar o tratamento quando existe uma queixa mamária ainda é a falta de acesso. Dados do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS mostram que no ano passado foram realizadas 4.609.094 mamografias no país. Isso significa aumento de 19% se comparado aos exames feitos em 2012 na faixa etária de 50 a 69 anos.

Entretanto, a despeito dos avanços em algumas frentes de ação, há ainda muitas dificuldades na rede pública de Saúde para dar agilidade à investigação diagnóstica e ao tratamento da doença. O exame mais comum para detectar esse tipo de câncer ainda está sendo pouco empregado no nosso país.

Levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, revela que entre as 11,5 milhões de mamografias que deveriam ter sido feitas em 2017, apenas 2,7 milhões foram realizadas, ou seja 24,1%, bem abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E quanto menos investimento no rastreamento mamográfico, mais mortes. Isto é fato!

Boa parte das 5.570 cidades do Brasil não tem mamógrafo na rede pública. Outra parcela tem o equipamento, mas está quebrado. Há também falta de técnicos e médicos para fazer o exame. Além da fila de espera entre a realização do exame e o recebimento do resultado. Mesmo que a Lei Federal 12.732/2012 determine a realização do primeiro procedimento no tratamento contra a doença em, no máximo, 60 dias após a comprovação, isso nem sempre acontece. E está mais do que provado que o diagnóstico precoce eleva para 95% a chance de cura.

Da parte das pacientes, a resistência de muitas mulheres em não fazer mamografia está relacionada ao medo do tratamento e à dor causada pela compressão das mamas durante o exame. De fato, o incômodo existe, mas o que é essa dor momentânea diante de um problemão mais pra frente? Mulheres, pensem nisso!

Renata Abreu é presidente nacional do Podemos e deputada federal por São Paulo


 

 

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