Fintech educacional vai bancar alunos, residentes e médicos recém-formados, sem exigir comprovante de renda e análise de perfil socioeconômico

A fintech educacional Elleve, fundada no início de 2021 com a missão de fomentar e impulsionar carreiras, lança uma nova linha de crédito, o Elleve +. Desta vez, o programa, que em caráter de teste já recebeu mais de 3 mil pedidos, visa financiar estudantes de medicina a partir do 6º semestre de curso, além de médicos recém-formados. Residentes, sem restrições por especialidade, também estão contemplados, tendo em vista que um dos objetivos do programa é estimular o crescimento de médicos especialistas em todo o Brasil, valorizando, assim, uma ampliação nas ofertas e preenchimento de vagas de emprego com renda superior a de médicos generalistas. A previsão de lançamento da nova marca do programa de crédito é para o dia 16 de maio, e vale para todo país.

Na prática, esse novo financiamento estudantil funciona como um empréstimo pessoal. Para obter o financiamento, os estudantes de medicina, recém-formados e residentes precisam apresentar apenas o comprovante de matrícula e o histórico escolar do curso. O requisito básico é ser brasileiro e estudar medicina no Brasil. Dessa forma, a plataforma de inteligência de análise preditiva de crédito, não faz distinção de classe socioeconômica entre os interessados, uma vez que não exige comprovante de renda na análise de concessão do recurso financeiro. O Elleve + leva especialmente em consideração especialmente o engajamento com a profissão e performance acadêmica.

Além disso, ao inserir como critérios de obtenção de crédito a comprovação de identidade nacional, e de estar ou ter cursado medicina no Brasil, a Elleve pretende corrigir um problema histórico: o País tem uma má distribuição de médicos residentes. A região Sudeste, por exemplo, concentra 57,3% dos médicos residentes, o que corresponde a exatos 53.776 profissionais em processo de especialização; ou seja, mais da metade de todo o País. Em seguida, aparece a região Sul, com 16% (8.640 médicos residentes). Assim, somados, o Sul e o Sudeste concentram ¾ dos médicos residentes do Brasil.

Os dados são do estudo ‘Demografia Médica no Brasil 2020’, da Universidade de São Paulo em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A pesquisa aponta ainda que o Nordeste reúne 15,7% dos médicos residentes, o Centro-Oeste 7,2% e o Norte apenas 3,7%, especificamente 1.993 profissionais residentes. O levantamento aponta ainda uma concentração regional – ou seja, na prática, uma má distribuição de programas e de ofertas de vagas para residentes no País.

Valores

No Elleve +, o aluno escolhe a forma como vai empregar o recurso. Em relação a valores, os estudantes e profissionais escolhem o valor da mesada que desejam receber, que varia de R$ 800,00 a R$ 1.600,00, com recorrência de 6 a 24 meses. A restituição do crédito, por sua vez, corresponde ao mesmo período de meses de mesada, sendo pago no momento em que o aluno ou profissional esteja com uma renda financeira satisfatória.

Em outras palavras, se o estudante recebeu 6 meses de financiamento, deverá pagar de volta o mesmo valor de crédito que obteve no período de 6 meses, com um prazo de carência maior, visando a melhoria da qualidade de vida financeira do estudante ou profissional. Ou seja, a Elleve não deseja que profissionais e estudantes de medicina se sintam apertados na hora de quitar o empréstimo do programa. No mais, as taxas de juros – que são muito inferiores a outros instrumentos de crédito pessoal, como conta garantida e cartão de crédito – variam de 2,69% e 3,19%.

“O objetivo da Elleve é oferecer uma linha de crédito que dê impulso para o início de carreira desses estudantes promissores, justamente nesta fase que é mais delicada, em que muitos dos estudantes não estão trabalhando, mas se dedicando integralmente aos estudos, em muitos casos, dividindo o aluguel com colegas de classe para viabilizar compras de livros e inscrições em provas. É uma fase bem difícil e que precisa de apoio. Em breve, esses estudantes atuarão em hospitais, clínicas e nos demais centros de atendimento em todo o Brasil, ajudando a desafogar o sistema de saúde e trilhando uma das mais bem sucedidas e demandadas carreiras no Brasil. A facilidade de adesão também é grande diferencial do programa”, afirma o CEO e fundador da Elleve, André Dratovsky.

Análise preditiva

A Elleve criou um modelo proprietário e sustentável de investimento para a educação, e para isso, aposta em cursos de alta performance e de impulsionamento de carreiras, com alto potencial de empregabilidade e incremento de renda. Ao invés de avaliar unicamente fatores como conta bancária, garantias e pontuação de crédito do tomador no mercado, a fintech é cirúrgica: analisa o poder de retorno e impacto que o investimento em determinado curso terá para a carreira do aluno.

Qual a probabilidade de o jovem conseguir emprego ao escolher essa trilha? É um curso que demanda e demandará no futuro? Tem mercado para isso? Além do perfil comportamental da pessoa, é analisado esse tipo de resposta via inteligência artificial e cruzamento de dados na plataforma. “Muitos desses jovens teriam dificuldade de aprovar empréstimos em uma instituição financeira, por exemplo, pois verificam apenas os dados socioeconômicos da pessoa. Aqui, a análise é totalmente diferente, analisamos o potencial de empregabilidade”, pontua Dratovsky.

A fintech fechou o ano de 2021 com 250 escolas parceiras e mais de 50 mil pedidos de financiamento. Para 2022, a expectativa é multiplicar o resultado, financiando mais de R$ 100 milhões em cursos de alto impacto em carreiras. Apenas no primeiro trimestre de 2022, a fintech já ampliou o número de parceiros em 30% e analisou 30 mil pedidos de financiamento.

Com alunos financiados em todos os Estados brasileiros, nas mais diversas áreas de atuação e com concentração maior na região sul e sudeste, já liberou mais de R$ 50 milhões em volume de empréstimos, crescendo uma média de 25% ao mês. Levantamento feito pela própria Elleve mostrou que, cerca de 80% dos alunos financiados reportam terem melhorado seu salário em ou conseguido emprego após formação. Já as escolas parceiras tiveram um aumento de novas matrículas, em função da parceria, na ordem de 15% a 30% em 2021.

Para mais informações sobre esse e outros tipos de financiamento estudantil, acesse o site: lp.elleve.com.br/ellevemaismed

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