Pesquisa para melhorar segurança do paciente no Brasil precisa da participação de profissionais até 30 de junho

Inúmeros desafios estão colocados para todos os envolvidos e engajados na luta pela segurança do paciente. Um dos mais importantes, de acordo com a Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP), é a disponibilidade de informações mais detalhadas sobre a evolução dos grandes eixos do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) desde o seu lançamento, em 2013.

“Louvamos enormemente o esforço da Anvisa e do Ministério da Saúde na coleta de dados, em particular sobre os Núcleos de Segurança do Paciente e as notificações de incidentes. Mas, como sociedade técnico-científica diretamente relacionada ao tema da segurança do paciente, julgamos ser muito relevante que a sociedade brasileira e todos os interessados no tema disponham de informações mais abrangentes sobre os vários componentes do PNSP”, afirma o presidente da SOBRASP, Victor Grabois.

Por isso, a SOBRASP encabeça um levantamento de dados que, compilados, têm o objetivo de gerar indicadores e outras estatísticas gerais para subsidiar o desenvolvimento de políticas e estratégias que visem contribuir para a tomada de decisões relativas à segurança do paciente. “Será um diagnóstico público e gratuito”, pontua Grabois.

Até 30 de junho, profissionais de saúde de todo o país – especificamente coordenadores de Núcleos de Segurança do Paciente e diretores técnicos de unidades de saúde públicas ou privadas – estão convidados a responder ao formulário “Demografia dos Núcleos de Segurança do Paciente no Brasil” (disponível no link sobrasp.rds.land/nsp).

Os dados coletados – preservados de acordo com Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), serão divulgados em conjunto e sem identificação das instituições no mês de setembro, quando a entidade realiza seu congresso anual e quando se comemora o Dia Mundial da Segurança do Paciente (17/09).

“Com a crise sanitária, escassez de insumos, burnout de profissionais e morte de muitos deles – num país com dimensões continentais e discrepâncias no acesso aos serviços de saúde – a área da segurança do paciente necessita de um raios X aprofundado para ser transformada. É uma iniciativa que demanda múltiplos esforços, conjuntos e simultâneos de todos os interessados, e assim convidamos a todos que nos juntemos nessa caminhada”, destaca Grabois.

Redação

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