Sogesp discute o rastreamento do colo de útero no combate à prematuridade

A prematuridade é a maior causa de morbimortalidade na infância. No Brasil, a cada 30 segundos, um bebê morre em consequência do parto antecipado. Por ano, são aproximadamente 340 mil prematuros. Entre os que sobrevivem, muitos desenvolvem sequelas para o resto da vida. Pensando nesse cenário, o Congresso Online SOGESP promove Debate Informal (DBI) sobre o papel do rastreamento do colo de útero nos índices de prematuridade, nesta terça-feira (13), às 20h.

“É primordial que os profissionais envolvidos na assistência à saúde da mulher tenham conhecimento quanto às melhores evidências científicas atuais sobre o tema. Ações como o rastreamento do colo uterino e prevenção do parto pré-termo com o uso de progesterona têm impacto na redução das taxas de morte e sequelas da prematuridade”, ressalta Marcos Masaru Okido, professor adjunto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenador do debate.

Os tópicos centrais da discussão são as diferenças no rastreamento do colo uterino em grupos universais e de risco, a importância do colo curto em gestações gemelares e as intervenções de prevenção úteis diante do colo curto (qual – progesterona, circlagem ou pessário -, quando e para quem).

Entre as mulheres nestas condições, 40% não possuem outros fatores de risco identificáveis. “Por isso, destinamos a discussão a todos os profissionais que realizam assistência pré-natal no sistema público ou privado, mesmo que as gestantes assistidas não sejam consideradas de alto riaco”, explica Masaru.

Para abrilhantar a discussão ao lado do prof. Masaru, estarão presentes ainda: Guilherme Loureiro Fernandes, professor responsável pelo Setor de Medicina Fetal da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC); Nelson Pedro Bressan Filho, chefe do Departamento de Reprodução Humana e Infância na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP); Antônio Gomes de Amorim Filho, médico assistente do Grupo de Medicina Fetal do Fleury Medicina Diagnóstica; e Marcelo Santucci Franca, médico do Setor de Rastreamento do Parto Pré-termo do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Após exposição dos convidados sobre o assunto, a sessão de perguntas contará com perguntas do público para a troca de experiências entre espectadores, debatedores e coordenador.

Informações: www.sogesp.com.br/cursos-e-eventos/sogesp-online/congresso-sogesp-online

Redação

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