A Medicina e o Whatsapp: uma relação ainda duvidosa?

Muito se tem falado ultimamente sobre o fenômeno das redes sociais e suas influências na prática médica. Algumas ferramentas, como o “WhatsApp”, já estão tão incorporadas no dia a dia que geram dúvidas sobre o modo de inserir na prática médica.

“Para responder, não precisamos ser tão conservadores e ter textos tão rebuscados quanto os advogados ou conselheiros, mas explicar claramente que nos bastam apenas duas palavras: bom senso!”, diz Edson Batista de Lima, cirurgião plástico, graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para ele, isso por si só explica as regulamentações. De forma prática, os pontos que o médico deve seguir são os seguintes:

  • Avise já na primeira consulta se utiliza o Whatsapp e, se for o caso registre até no prontuário.
  • Caso não esteja disponível para responder rápido, avise aos pacientes ou deixe mensagens fixas como “Respostas apenas após as 17h”.
  • Mensagens de texto jamais substituem uma consulta presencial, mas tem pessoas que precisam de esclarecimentos.
  • Quando já conhece bem o caso poderá dar melhores informações. Sempre pode existir algo de adequado a recomendar até o retorno presencial.
  • Logicamente, servirá para relembrar os pacientes do compromisso de comparecerem no dia e horário agendados.

“Pois é, não há como escapar às novidades! E, mesmo aos colegas mais resistentes, recomendo que reestudem a situação. Lembrem-se que o bom uso delas, além de evitar problemas, ajuda a deixar o paciente com melhor sensação de acolhimento e muito mais próximos do médico, melhorando a relação para ambos os lados!! Não é isso que queremos?”, comenta o egresso da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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