Covid-19: pesquisa aponta que doença pode gerar disfunção erétil

Uma pesquisa publicada no World’s Journal of Men’s Health acendeu um alerta sobre as sequelas do novo coronavírus nos vasos sanguíneos, que podem causar a disfunção erétil. Esta condição ocorre quando o homem não consegue sustentar a ereção. O estudo sugere que o vírus da Covid-19 pode permanecer no pênis por um longo período após a infecção, afetando o funcionamento do órgão.

“Para acontecer uma ereção, a circulação aumenta e as estruturas esponjosas internas são preenchidas de sangue. O vírus, no entanto, causa o aumento de substâncias inflamatórias nos vasos, o que diminui o fluxo sanguíneo e dificulta o processo de ereção”, explica Jadir Paiva, urologista e professor do curso de Medicina da Pitágoras Eunápolis.

“Além desta, há outras possíveis explicações para a impotência sexual após a infecção pelo vírus, como a queda nos níveis de testosterona, mesmo em homens que tiveram sintomas leves da doença. Isso ocorre porque as células dos testículos são atacadas pelo coronavírus para a sua entrada, causando danos”, alerta o especialista.

Apesar de pesquisas científicas apontarem a possibilidade da disfunção, ainda são necessários estudos futuros para avaliar, precisamente, como a infecção por cCvid-19 causa a condição. “Até o momento sabemos que o coronavírus pode prejudicar o endotélio, uma camada de células que cobrem os vasos sanguíneos. Isso significa que tais células funcionam mal e podem afetar os tecidos que são ‘alimentados’ por elas, causando uma série de anomalias, dentre elas a falta de ereção”, explica o médico.

A avaliação de um profissional é fundamental para descobrir a causa e sugerir o tratamento mais adequado. Ainda sem resposta, os especialistas buscam entender se as lesões provocadas pela infecção nos testículos e no pênis são definitivas ou serão revertidas ao longo do tempo.

Segundo Dr. Jadir, a depender do diagnóstico, cada paciente precisa ser orientado para o tratamento mais adequado. “Nos homens que tiveram uma deficiência hormonal, podemos fazer uma reposição de testosterona, provavelmente por um período até que o paciente recupere a capacidade própria de produção. Já nos casos de disfunção erétil, um dos caminhos é o uso de medicamentos que auxiliam na recuperação da ereção. E, nos pacientes que desenvolveram infertilidade, a utilização de substâncias que promovem um estímulo na produção de espermatozoides”, conclui.

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