Especial Análise do Setor: Artigo – Exportação e inovação serão os estimuladores da indústria

Embora nosso país tenha atravessado um dos piores momentos econômicos da sua história, já há indícios consistentes de que dias melhores se aproximam e que teremos um novo cenário em médio prazo.

Dizer isso não é ufanismo, mas, sim, a manifestação de um otimismo realista, baseado nos bons ventos que sopram, vindos também do setor internacional.

A confiança que o Brasil vem conquistando é o ingrediente principal para atração de investimentos externos e estímulo aos empresários nacionais, reconduzindo o país ao seu caminho original, de onde nunca deveria ter se afastado.

Na navegação aeronáutica, a dinâmica dos ventos orienta as condições de voo e, consequentemente, a segurança dos seus passageiros. Uma prova de que os ventos, assim como na aeronavegação, nos sopram favoravelmente é o desempenho das exportações brasileiras, que voltaram a crescer depois de 17 meses.

Nesse sentido, a ABIMO está orgulhosa por ter colaborado para o fortalecimento das empresas locais ao priorizar o desenvolvimento focado, principalmente, no fomento à exportação.

Quando a economia brasileira estacionou, e o viés político tomou conta da agenda de investimentos do país, a entidade entendeu que as empresas do setor não poderiam retroceder e, por conta da crise, colocar em risco o seu rico patrimônio técnico. Foi justamente a crise que nos impulsionou a buscar oportunidades de incentivo às empresas associadas. O resultado não poderia ter sido melhor, pois exportar não representa para o Brasil só mais um canal de vendas: é, sobretudo, uma oportunidade ímpar para amadurecer.

Quando decide exportar, uma corporação precisa ter todos os seus departamentos especialmente preparados para lidar com a operação e também para obter as inúmeras certificações que atestam a adequação do produto às exigências internacionais.

Essas preocupações, que podem parecer excessivas, na verdade contribuem imensamente para a maturidade da empresa e a elas se deve adicionar o tema da inovação, uma vez que não há como exportar sem contar com o processo contínuo de melhoria.

A contribuição da inovação é um legado a ser absorvido pela cultura da empresa: é algo que não se perde nem se esquece, mas que se incorpora indelevelmente aos princípios da companhia. Essas evidências, comprovadas em momentos de grande ebulição nos negócios, fazem-nos entender que o binômio exportação/inovação se constituirá como um dos elementos estimuladores da nossa indústria, responsáveis pela atração de mais divisas e pelo atendimento à demanda interna com qualidade e pontualidade.

É diante de todos esses desafios e ao lado de seus associados que a ABIMO completa, neste ano, 55 anos de atuação em defesa do nosso setor. Aqui estamos para revisitar os aspectos marcantes dessa caminhada vitoriosa.

Depois de tanto tempo, algumas poucas decepções e inúmeras alegrias, estou certo de que colaboramos para a edificação da entidade sólida e tão respeitada por parceiros e órgãos do governo.

Ao assumir a presidência da entidade em 2007, encontrei uma ABIMO já muito robusta e tecnicamente estruturada, resultado do trabalho competente de cada uma das gestões anteriores, comandadas por grandes nomes deste nosso segmento, que travaram batalhas importantíssimas para que pudéssemos investir no projeto de profissionalização que ainda nos levará muito mais longe.

O virtuoso crescimento da associação é devido aos muitos que trabalharam arduamente pela consolidação desse ideal e principalmente a todos os associados que, com confiança e apoio, deram sustentação às causas e aos planos que nos trouxeram às conquistas celebradas hoje.

A cada vez que revemos a trajetória da ABIMO, constatamos com justo orgulho como é significativa a sua história. A união, que nos fez fortes, é o atributo principal na luta para que a nossa indústria consiga se reerguer após momentos sombrios de crise política e econômica.

O nosso passado vitorioso é a energia que nos fará seguir em frente. Uma das coisas que nunca podemos deixar de nos lembrar é de que somos parte fundamental de um setor que movimenta 10% do PIB nacional e que atende, de forma exemplar, ao mercado interno, ao mesmo tempo que transpõe as fronteiras e as barreiras geográficas para mostrar ao mundo a nossa capacidade e qualidade de produção na área de artigos e equipamentos médicos, hospitalares, odontológicos e de laboratórios.

Se hoje já somos mais de 400 associados, em 2018 seremos ainda mais, unindo nossas forças e comprovando, novamente, que juntos somos muito mais fortes!

 

 

Franco Pallamolla é Presidente da ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios

 

 

 

Matéria originalmente publicada na Revista Hospitais Brasil edição 88, de novembro/dezembro de 2017. Para vê-la no original, acesse: portalhospitaisbrasil.com.br/edicao-88-revista-hospitais-brasil

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